Ou: – Uma prévia dos próximos posts sobre livros!

Se tem uma coisa da qual eu não abro mão mesmo em meio a correria danada do dia a dia é minha uma hora diária de leitura matinal. Acordar cedinho, chegar uma hora antes no trabalho, ir pra minha mesa – já cativa – na cantina do HCPA e tomar meu café da manhã enquanto leio algumas páginas do livro do momento, definitivamente, não tem preço!!!

Todos os dias, de segunda a sexta-feira, eu chego escolho o cantinho mais discreto e silencioso, peço meu Cortado Uruguaio com Torrada e mando ver nas histórias! Os funcionários já sabem de cor e salteado minhas preferências, os colegas e até os médicos que trabalham comigo já conhecem minha “rotina matinal” e tentam não interromper meu momento de leitura, chega a ser engraçado!

Mesmo confessando que odeio acordar cedo, que só acordo de verdade depois das 10 horas e que dormir pra mim é fácil, fácil, não dependo de hora nem lugar, ainda assim considero um presente essa horinha matinal, e vou trabalhar com a cabeça recheada de novas histórias – às vezes, torcendo para que o turno acabe logo ou que o horário do almoço chegue logo pra continuar de onde parei!

A foto acima resume os próximos posts que estou escrevendo sobre livros, não exatamente naquela ordem ali! Amanhã cedinho entra Dostoiévski pra vocês, tá!? Fiquem ligados! ;)

Dos últimos livros que li, dois eu abandonei… Três, na verdade. Seguem os motivos abaixo, para quem se interessar, embora sejam decisões e gostos muito pessoais, vocês sabem…

O primeiro foi Metade de Mim, da Carla Leidens (escritora gaúcha), um livro de crônicas ótimo, quase uma conversa entre amigas!

“Por que eu não tenho a doçura do papel e das palavras grudadas nas minhas cordas vocais?” Carla Leidens

Só abandonei esse livro porque estava com uma necessidade enorme de ler outra coisa no momento que não fossem crônicas, está aguardando meu “momento certo” na estante. Sabem quando a gente tem uma inquietação por dentro, uma ansiedade por escolher um bom romance pra ler e não sossegamos enquanto não encontramos o tal? Assim estava me sentindo… Não era o momento das crônicas.

O segundo abandonado foi Paula, da Isabel Allende. Esse simplesmente não me cativou, forçadamente empurrei as páginas, uma a uma, até que finalmente vi que aquela história não era pra mim. Não curti, não senti vontade nenhuma de seguir adiante. Inclusive havia prometido a mim mesma que jamais devolveria um livro à prateleira sem ter lido até o fim… Bem, volto atrás no que disse, não forço mais, leitura é, acima de tudo, prazer em ler! Ponto. E à título de curiosidade, muita gente amou, então, só experimentando as primeiras páginas pra saber, né!?

O terceiro não foi bem um abandono, sabem… Foi uma espiadinha básica e uma constatação: não era um romance e sim um livro de pequenas frases de estímulo à vida. Pequenos poemas em forma de prosas que vão nos guiando e recolocando a vida onde ela deve estar… É como o tempero, o “sal” da vida. Esse deve ficar na cabeceira, pra ser lido em doses homeopáticas e pra todo sempre. Recomendo. O sal da vida, da antropóloga francesa Françoise Héritier é um nectar a ser provado lentamente, ao sabor da nossa própria vida! Acho que é assim que esse livro melhor se define.

 

“Existe uma forma de leveza e de graça no simples fato de existir, que vai além das ocupações, além dos sentimentos poderosos e dos engajamentos políticos. É sobre isso que este livro fala. Sobre esse pequeno plus que nos é dado a todos: “O Sal da Vida”.” 

 

É isso…

Espero conseguir escrever com uma certa frequência agora que os compromissos acadêmicos se encerraram e que a vontade de escrever voltou a dar o ar de sua graça por aqui!

Uma ótima semana pra vocês,

 

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

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