Imagem: Pinterest

Tem gente que adora comemorar aniversário… Eu não – não muito. Eu sempre preferi usar esse dia pra refletir, como na virada do ano, sabem? (também não curto muito comemorar “viradas de ano”) Eu gosto de pensar que o tempo está passando e deixando suas marcas na minha vida, aumentando linhas e páginas na minha história, me ensinando coisas, me mostrando o que devo ou não seguir carregando na bagagem. Pra mim a melhor forma de comemorar é entre os super próximos (nem sempre parentes, quem estiver por perto mesmo), um bolinho e um bom chimarrão, ou café ou o que tiver!

Acho que já contei pra vocês (talvez no blog antigo ou por aqui mesmo, não me lembro) que o melhor aniversário da minha vida foi um que comemoramos eu, meu marido (éramos recém casados e recém mudados de cidade) e uma amiga que foi muito querida comigo nesse processo de mudanças – que acabei perdendo contato e nunca mais soube notícias – em casa, na sala, sentados os três no chão, com a caixa de papelão da mudança como apoio, um bolinho caseiro feito por ela e um chimarrão preparado com erva emprestada. Foi simbólico, emblemático, representa toda a nossa luta e nossas conquistas até hoje. Acho que posso perder todas as minhas memórias, mas isso eu nunca esquecerei.

Outra coisa que não sei se vocês sabem é que minha mãe faz aniversário um dia depois de mim (eu 14, ela 15 de maio) então esse ano resolvemos fazer tudo super diferente mesmo, como eu estou de férias e minha mãe de licença saúde, trouxe ela pra passar alguns dias comigo e nossa comemoração foi bater pernas pela cidade, comer em lugares que a gente curte, fazer muitas “selfies” e dividir um bolinho com café passado na hora com algumas pessoas muito importantes pra nós. Claro que sentimos falta do meu pai, dos meus irmãos, do meu sobrinho/afilhado do coração, mas foram momentos bem especiais, que ficarão guardados pra sempre.

Então, o fato é que nem sempre uma festa ou o número de pessoas presentes nela é o que importa – claro que já tive meus momentos mais baladeiros (há muito, muito tempo atrás, hahaha) – e acho que isso mostra muito de quem sou hoje, na pessoa que me tornei, pra quem me conhece de verdade. A qualidade desses encontros, dessas comemorações valem mais que tudo na vida, são as lembranças que a gente guarda e leva junto pra onde for.

E quanto o dia acaba, as felicitações se encerram eu tiro meu momento pra refletir o tanto de coisas boas que me acontecem sempre, de todas as conquistas – as batalhadas e as que foram um presente quase divino – do carinho que as pessoas tem comigo, da sorte que tenho em só ter gente especial e com boas energias por perto. Da felicidade que é entender que a vida está aí para ser aproveitada com tudo que se tem direito exatamente do jeito que desejarmos. E o mais importante de tudo é acreditar no caminho que escolhemos seguir e ser quem a gente é, de verdade, sem tirar nem por.

O sentimento é único: gratidão.

Agradeço o tempo inteiro, todos os dias, pela vida que tenho, do jeitinho que ela se apresenta pra mim. E vou brincando com as possibilidades, com as surpresas que ela volta e meia me dá, com as pedrinhas no sapato que também servem pra fazer chacoalhar as águas calmas demais.

A vida não é sempre doce ou bela, mas se a gente pode decidir alguma coisa, que seja tudo perfeitamente imperfeito.

E pra quem topou divagar comigo até aqui…

Um beijo grande e um ótimo finde!

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  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

2 comentários

Ana Paula · 17 de maio de 2015 às 17:39

Parabéns atrasado, querida!
Que Deus continue abençoando sua vida. Muito bom você ser grata pelo que tem (saude, família, trabalho, conforto). Nos momentos tristes ou difíceis é comum a gente se esquecer dessas coisas todas.
Te desejo toda felicidade desse mundo!
Mesmo que nosso encontro tenha sido virtual, gosto muito de você!
Bjks
Ana Paula

    Nine Copetti · 17 de maio de 2015 às 17:47

    Muito obrigada pelo carinho de sempre, Ana!
    Espero que logo logo a gente possa se conhecer de pertinho, tomar um café e bater um papo!!! ;)

    Mil beijos

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