{ um pequeno devaneio sobre memórias de infância }

Estava passando a timeline do Facebook naquele automático-despretensioso-desligado até avistar um post sobre borboletas em extinção (acho que no Hypeness) e daí me lembrei que sempre que borboletas aparecem no meu caminho – e até pousam para minha câmera, vejam só – me lembro de um livro que li quando muito criança, talvez o primeiro, logo que aprendi a ler.

O livreto se chamava A Lagarta e a Borboleta (da Coleção Vira Vira) lembro como se fosse hoje o dia em que meu pai chegou com esse livro em casa e a minha alegria sem fim de poder ler um livro INTEIRINHO sozinha e entender o que ele queria dizer. Orgulho definia a pessoinha de 5 ou 6 aninhos (bom lembrar que nessa época eu já era apaixonada pelo Ricky Martin, gente)! Enfim, ao livro, que o assunto é borboleta, né… ;)

Voltando às borboletas e ao pequeno grandioso livro: naquelas páginas de textos curtos e imagens super coloridas eu descobria um mundo de crises existenciais, de não-aceitação, de baixa auto-estima, de transformações lentas e constantes, de paciência, de empatia e compaixão. Tudo isso reunido em uma brochura com menos de vinte páginas.

É tão interessante como essa historinha me marcou e me acompanhou durante toda a vida a partir daquele momento. Não só quando encontro as donzelas de asas de cores e desenhos encantadores, mas a cada momento em que me pego refletindo sobre algum momento complicado, aquelas velhas e usadas implicâncias com a aparência ou então as tais pedrinhas, tão comuns, que teimam em aparecer no meio do nosso caminho, nos tirando o foco, até mesmo o chão, enchendo nosso peito de um medo que paralisa, de uma ansiedade descabida do futuro.

Eu demorei a acreditar que a vida vale muito mais que todos esses medos tolos – tá, uma pequena dose de medo é necessária, como um medidor de segurança, mas só, e essas inseguranças que encontram abrigo mais fora que dentro da gente. Somos tão mais importantes que a opinião do outro que mal nos conhece. Nossos sonhos e desejos são tão mais fortes que a vontade de se amarrar ao passado e ao “caminho certo” daqueles que fazem dos “seus” medos um maldito raio paralisador.

Por muito tempo eu tentei entender porque os outros parecem boicotar nossos sonhos ou fazer parecer algo inalcançável, ou mesmo porque nos sabotamos, nos diminuímos, forçando a acreditar que não somos bons o suficiente, até que temos um estalo, uma luzinha se acende dentro da gente e passamos a nos dar conta de que é muito mais fácil ignorar e seguir em frente, dando de cara contra o muro, até dar certo. E fica tudo tão mais claro e fácil quando a gente resolve aceitar que a metamorfose acontece lentamente dentro da gente e que a vida realmente nos presenteia com o melhor dela se estivermos dispostos a esperar um pouquinho mais…

O processo de descoberta dos nossos valores, de reconhecimento das nossas forças e o quanto temos guardada uma coragem que só aparece quando algo nos desafia sem aqueles caminhos para fugir, escapulir, só acontece quando nossa mente se aquieta e se deixa levar pelo coração.

Quando olhamos no espelho e reconhecemos de verdade a imagem ali refletida é aí que entendemos, finalmente, o quando a jornada foi trabalhosa e o quanto o resultado que vemos hoje é acalentador, o quanto nos sentimos abraçados e confortados por nossa própria crença de que o infinito é logo ali e a magia está em aproveitar cada dia, ouvir a nossa intuição e seguir nosso destino de boas, plantando e colhendo o que de melhor desejamos para quem caminha com a gente tanto quanto para nós mesmos!

É isso, um post curtinho pra lembrar o quanto as pequenas coisas se tornam grandiosas lembranças na vida da gente! Tomara que vocês curtam…

Quando finalmente saímos do casulo temos o mundo nas nossas mãos. ♥

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  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

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