O destino escolhido para nossas férias desse ano foi Buenos Aires, na Argentina!

Preparem-se para um post gigante… mas cheio de dicas que podem ser úteis para quem ainda não conhece BA. É bom lembrar que várias coisinhas ficaram pra trás, então esse post vai estar completo só quando tivermos a oportunidade de uma segunda viagem (que seja bem loguinho… rsrsrs)!

Depois de muito pensar, se informar, ler coisas boas e ruins a respeito da cidade porteña, resolvemos que daríamos uma chance, uma viagem aperitivo, para confirmar ou não todas as histórias que nos contaram e sentir se valeria a pena um retorno. Isso porque só tínhamos quatro dias disponíveis, três aproveitados, o que é realmente pouco para o tanto que a cidade tem a oferecer!

Pra começar, há anos eu esperava a oportunidade de viajar para lá, de conhecer a história dos argentinos de perto, de sentir o clima e a relação deles com os brasileiros. Queria curtir toda a energia e o burburinho cultural que a cidade emana, os encontros nos cafés, os museus, as tanguerías e todo mais!

Com o período definido, começamos a pesquisar os detalhes da viagem, que vou compartilhar um pouquinho com vocês aqui, só a título de curiosidade, vai que seja útil pra alguém, né:

Passagens:

Voamos pela Pluna – com escala em Montevidéu na ida e na volta e desembarque no Aeroporto de Ezeiza. Tudo feito pela internet, no site da própria companhia.

Tudo tranquilo na ida e super tenso na vinda. Nosso voo foi transferido por três vezes e acabou cancelado. Assistência precária, informação zero e um novo voo informado só três horas após o cancelamento. Chegamos às 10h no aeroporto em BA e à 00:30h POA. Claro que estamos sujeitos a cancelamentos e atrasos, mas a forma como tudo aconteceu nos fez ter a impressão de que eles sabiam que seria cancelado, não foi uma falha mecânica ou interferência do clima, foi uma bela de uma enrolação descabida.

Coisas que eu fiquei sem entender:

Porque os funcionários da área de embarque não pode se comunicar com a área de check in?

Porque os guardas/policiais/vigias não podem (ou não tem vontade suficiente) dar informações ou ajudar os passageiros?

Se alguém souber ou fizer alguma ideia das respostas, por favor, compartilhe… pois eu não entendi mesmo!!! Embora não tenha muita experiência em viagens aéreas, acho que o mínimo que pode existir é um balcão de informações em várias áreas dos aeroporto, não é?

E da próxima vez escolheremos outra empresa aérea, com voo direto e desembarque no Aeroparque, que fica à 10 minutos de Palermo. Alguma experiência com Aerolíneas, gente?

Hospedagem:

Optamos por alugar um apartamento. Sabe aquela coisa que querer se inteirar e viver um pouco como se fosse um nativo, acompanhar o dia a dia, os costumes das pessoas dali? Pois essa era a ideia e por isso nossa escolha.

Eu sou leitora do Aquí me quedo, da Gisele Teixeira (uma jornalista gaúcha que mora na Argentina) há tempos, e um dia chegou uma atualização do blog no meu email, em que ela falava que tinha um apê para alugar por temporada, fui dar uma conferida mesmo sem saber se e quando faria essa viagem. Amei a ideia de cara, amei as fotos do apartamento e a localização – em Palermo – perto de bares e restaurantes, perto de supermercados e perto da Av. Santa Fé. Desde aquele dia fiquei matutando a viagem e a estadia na minha cabeça! E aí fixei na ideia de viajar “já”!

Assim: a Gisele é uma simpatia em pessoa, parecia que já nos conhecíamos. Nos esperaram no apê, ela e o marido, o Eduardo, tão simpático quanto ela. Muito prontos, nos explicaram tudo no apê, nos esperaram com um mate e com dicas extras – não poderia ser melhor, nem diferente.

O apartamento é super fofo, estiloso, pessoalmente decorado pela Gisele e pelo Eduardo, espaçoso, quentinho, a cama é uma delícia (informação importante para quem gosta de bater perna e volta com as energias esgotadas) todo equipado na cozinha e tem até uma hortinha com tomates e temperos na janela. Dá vontade de mudar pra lá, gente!

Quem tiver interesse em alugar ou quiser mais informações, dá uma conferida aqui!

Ah, tem mais: A Gisele também faz parte do Rent a Local Friend, representando Buenos Aires e oferece algumas opções bacanas para quem quer companhia de alguém que conhece cada cantinho da cidade como a palma da mão, e tem aquelas dicas quentíssimas e conversa garantida para um dia inteiro, bom para quem quer conhecer mais do que os tradicionais lugares turísticos. E para quem quer dicas personalizadas, tem também o Booklet, um livreto reunindo informações de acordo com as preferências de cada um e enviada por email – que foi nossa escolha, mas confesso que nos arrependemos de não ter escolhido a primeira opção, teria sido bem divertido!!! Fica a dica.

Tudo sobre o assunto e com valores atualizados aqui! Bom lembrar que essa dica não vale só pra Buenos Aires, várias cidades ao redor do mundo também tem essa opção.

Moeda: 

Pesos Argentinos (vale acompanhar a cotação pelo Uol Economia). Alguns lugares aceitam Dólares e uma loja de Souvenir em uma galeria do centro também aceitava Reais. Para nós, o que melhor funcionou foi esse esqueminha:

  • Levamos Reais para trocar em Buenos Aires, na chegada e para a volta no Brasil, do aeroporto pra casa;
  • Levamos Pesos Argentinos (trocados na Turismo e Cambio Victoria, do Iguatemi aqui em POA) o suficiente para um café, táxi e eventuais extras;
  • Chegando no Ezeiza, trocamos dinheiro no Banco La Nacion, super tranquilo, mais seguro, com boa cotação e dicas para não cair no golpe das notas falsas;
  • Precisamos fazer saque uma única vez na cidade, a orientação era para os caixas eletrônicos chamados LINK, mas não deu certo, tentamos em quatro diferentes caixas. Aí seguimos a orientação da minha gerente, procurar os caixas do Banco Patagônia – que foi comprado pelo Banco do Brasil (onde temos conta), nesse foi super tranquilo, como sacar no Brasil. O saque é em Pesos Argentinos, com uma taxa de R$ 12,00.
  • Demais comprinhas do dia a dia, cartão de crédito.
Transporte: 
  • Táxi:Só utilizamos para o transporte de ida e volta do aeroporto. Compramos e pagamos no guichê do Táxi Ezeiza, dentro do aeroporto. Eles tem promoção para quem compra a volta adiantado. Você agenda o horário que quer que te peguem e pronto.
    • Os motoristas são aventureiros, na ida para Palermo, na autoestrada, eles desviavam do congestionamento pelo campo, sim, em meio às arvores, e quando o trecho acabava, retornavam para a pista… não só táxis, muitos carros faziam isso. O congestionamento além de ser causado pelo horário de pico (próximo do meio-dia) foi devido um caminhão capotado na pista.
    • Na volta, esperamos na frente do prédio e o táxi não aparecia, ligamos para o número que constava no comprovante e a atendente nos disse que o motorista teve um imprevisto (?) e mandou outro no lugar. Esse outro não sabia do pagamento prévio, mas nada que outra ligação – do próprio motorista para a empresa – não resolvesse. Mesmo com esse imprevisto, recomendo a empresa se vocês não tiverem o transfer incluído, por exemplo.
  • Ônibus: Super antigos, mas parecem bons e são bem charmosinhos e coloridos. Só aceitam moedas – o valor da passagem, se não me engano, é de $1,25 – e você mesmo faz o pagamento na máquina e retira seu ticket mais o troco, se houver. Não utilizamos, portanto fico devendo maiores detalhes.
  • Subte (metrô subterrâneo): São cinco linhas – A, B, C, D e E– e cobrem boa parte de Buenos Aires, tanto que dá pra visitar muita coisa só andando de metrô. Utilizamos a linha D para tudo o que fizemos nesses 4 dias (mas andamos muito, muito e muito a pé também, a cidade é plana e ótima para caminhadas), em horários tranquilos e de movimento. Foi bem tranquilo, não vimos nada demais, nenhum empurra-empurra, nenhum batedor de carteira como tanto li nos últimos dias pré-viagem.
    • A linha A tem os trens mais antigos de lá, os vagões ainda são de madeira, bem caidinhos, mas vale a viagem no tempo! Descemos numa estação chamada Castro Barros e visitamos o Las Violetas, uma casa de chá, confeitaria, café… Linda por dentro, um charme só… o garçom atencioso e o café delicioso! Dica fofa da Gisele!
    • A gente comprou cartão com 10 passes e e alguns avulsos, a passagem custava $2,50. Super fácil, bem intuitivo, não tem segredo para usar. Só cuidem um detalhe: quando comprar passes avulsos, deem uma conferida básica se é o passe certo, pois na última vez, nos venderam passes gratuitos para policiais e proibidos para venda – acreditam nisso? Olhem na hora e com toda delicadeza, digam que talvez tenham se enganado e peçam a troca. O melhor mesmo é pegar os cartões com 10 passes.
    • Para quem não está acostumado, é interessante observar quando entrar nas estações, ver onde é a última estação para não acabar do lado errado. Algumas estações fazem conexão com duas ou três linhas, fique de olho também.
    • Adoramos usar esse tipo de transporte, nos dois últimos dias já estávamos tão íntimos das estações que nem precisamos de mapinhas.
  • Cartão SUBE: Similar ao cartão TRI aqui em POA, é um cartão recarregável que serve tanto para os ônibus quanto para o metrô. Turistas podem fazê-lo por uma taxa de $10 e carregar com quanto precisar. O único lugar que encontramos para fazer o cartão é em uma Agência dos Correios local, ali na Santa Fé, próximo a Plaza Itália. Mas o sistema estava fora do ar no dia em que estivemos lá, aí como resolvemos usar só o metro, deixamos o cartão de lado. Mas acho uma opção bem interessante para quem vai passar mais dias na cidade, ou para quem viaja para BA várias vezes. Para recarregar, há vários pontos. Para fazer o cartão é só preencher o formulário e apresentar a identidade. Ele é pessoal.
  • Links que podem ser úteis: 
    • X Colectivos – todos os meios de transporte da região, com tarifas, horários, itinerários e dicas.
    • Subte – mapas, horários, estações, linhas e outras informações.
    • Viajo en Taxi – uma boa opção para ter noção de quanto custará o trecho desejado e oferecer o valor aproximado ao taxista, sem surpresas e correndo menos risco de receber notas falsas de troco.
    • SUBE – todas as informações sobre como fazer, recarregar e mais.
Agora, vou contar pra vocês um pouquinho dos nossos passeios, que é bem mais interessante, não!
Um pouquinho, porque realmente ficamos devendo várias coisas, muitas coisas!!! Mas pelo menos deu pra sentir o clima e o calor (not, not, not) argentino e preparar o terreno para uma próxima viagem!
Os dias em Buenos Aires começavam super tarde, tipo 11h da manhã, então toda a programação era praticamente acertada para depois do almoço!
No primeiro dia, aproveitamos para conhecer o bairro, caminhar pelas redondezas, conhecer a Parrilla La Escondida, lugar perfeito para uma comida gostosa e uma conversa demorada.
Palermo é tão fofa, tão cheia de lojinhas pra casa, papelarias, boutiques… Tem tantas cafeterias, uma mais linda que a outra, bistrôzinhos românticos… olha, se depender de querer conhecer tudo, só mudando pra BA hoje mesmo – confesso que fiquei morrendo de vontade de fazer isso!!!
No segundo dia pegamos o Subte Linha D e fomos direto para a Avenida de Mayo, onde ficam  a Casa Rosada, a Catedral Metropolitana e mais adiante, Puerto Madero!
As visitações à Casa Rosada só abrem no final de semana, tivemos que nos contentar com a área externa! Já o Porto é lindo demais, tudo muito bem cuidado, cheio de restaurantes, com bancos em toda extensão para quem quiser descansar das caminhadas longas…
E a Puente de la Mujer – de Santiago Calatrava, arquiteto espanhol – é sem dúvida uma bela obra em homenagem às mulheres! A terça-feira estava ensolarada e rendeu fofos lindas!

Cristovão Colombo também fez parte da história da Argentina, viram só! Esse monumento fica nos fundos da Casa Rosada, de frente para o Puerto Madero!

Já a Catedral nos assustou um pouco e acabamos nem tentando entrar para visitar: muitos mendigos, muita sujeira (leia-se lixo e dejetos – isso é bem feio, né) e portar fechadas. Mas tem uma arquitetura neoclássica linda de ver, uma pena que esteja assim aparentemente tão abandonada!

O prédio do Congresso Nacional é impressionante, aliás, a beleza arquitetônica nessa cidade é privilegiada.

Dizem que a Puente de la Mujer faz um giro de 90º para a passagem dos navios. Agora, é linda a vista por ali, né! Não tem como não se encantar com a paisagem, com o sol encostando mansamente no Rio da Prata.

Terceiro dia dedicado ao Teatro Colón, esse sim, com uma visita guiada mais que merecida, apesar do ingresso salgado: $110 para estrangeiros!

Com 104 anos de existência, esse teatro em estilo eclético é considerado pelos críticos um dos melhores teatros do mundo – eu ainda não conheço muitos, então ainda não posso confirmar essa informação, mas que ele é um colosso por dentro, isso é!!! Olhando de fora parece só mais um prédio antigo da velha Buenos Aires! Mais detalhes e informações sobre o teatro aqui!

Tivemos a sorte de ter uma guia muito simpática – em espanhol, mas super atenciosa tentando acrescentar palavras e explicações em português – que descontraiu o grupo e nos deixou assistir uma parte do ensaio de uma Orquestra (não sei se dos acadêmicos de artes ou se da Nacional, não lembro! Foi um momento bem emocionante e acho que foi a melhor parte do passeio! Há tanto tempo eu queria conhecer o teatro!

Ela nos contou, entre tantas outras informações que acabam se perdendo, que as roupas para as peças teatrais eram confeccionadas ali mesmo, no subsolo do teatro, e tudo era reaproveitado.

O salão é lindo e enorme, em formato de ferradura, composto de três tipos de mármore. Os vitrais contam várias passagens da mitologia grega e são riquíssimos em detalhes e beleza. Com a restauração, muito do original se perdeu, mas a essência eles mantiveram, inclusive em algumas partes, eles fizeram questão de deixar um pedaço da parede ou de um mármore sem restauro para podermos comparar… como as paredes do salão onde os bailes e eventos importantes da sociedade aconteciam, que escureceram de tanta fumaça de cigarro no ambiente!

Uma outra curiosidade, o dinheiro arrecadado com os ingressos é utilizado para manutenção do Instituto Superior de Artes, que funciona ali mesmo, e também para manter cursos e oficinas livres. Bacana, né!

Outro item da minha lista de prioridades, que eu fui decidida a conhecer, é a estátua da Mafalda – essa menininha de seis anos, super revolucionária, politizada e que passa todo o tempo refletindo sobre as burrices mazelas de toda espécie, que atingem a humanidade. Apesar da personagem ter sido criada na década de 60 – pelo cartunista argentino Quino – suas tirinhas são super atuais e pertinentes!

A estátua fica no San Telmo, entre as ruas Chile e Defensa. Uma esquina simples sem nenhum adicional além dessa pequena surpresa que fica ali sentada dia e noite, “devaneando” e nos aguardando para um papo e uma foto para a posteridade… rsrsrs!!!

Tem como não amar?

Para o pouco tempo que passamos na cidade, até que rendeu boas experiências. Mas claro que faltou um tanto de coisas: um show de tango (quem sabe na companhia de Gisele e Eduardo?) e visitas ao Cemitério da Recoleta, ao Museu da Evita Perón, ao MALBA, à Feira de San Telmo. Motivos de sobra pra gente ficar com aquela vontade de voltar loguinho.

Extra: Pra quem é viciado em internet, do tipo que PRECISA ficar conectado 24h, uma solução simples e barata é adquirir um chip pré pago de uma operadora local. As operadoras argentinas são Claro (fugimos dela), Movistar (oi, Amigo!) e Personal.

Essa última foi nossa escolha, simpatizamos de cara com a lojinha perto do apê. Para comprar é super fácil, $10 pelo chip mais $20 de crédito. Por $30 pesos, a gente tem direito a conexão 3G por um custo diário de $1!!! Assim, dá pra falar pelo Skype com o pessoal do Brasil, dá pra atualizar o Facebook, Foursquare, Instagram e afins tranquilamente! Além de ter o GPS funcionando pra o caso de sair da rota e se perder, né! Ah, super útil!!!

Pra fazer o cadastro, só apresentar a identidade. Rápido e fácil… em duas horas (ou até antes) já está tudo funcionando. Não esqueçam de fazer os ajustes de configuração da Operadora para funcionar certinho, ok! E guardem bem o chip do Brasil – detalhe muito importante!

Blogs imperdíveis pra quem ainda vai conhecer Buenos Aires:

Buenos Aires Dreams

Buenos Aires para Chicas

Aquí me quedo

Buenos Aires, Queridos

 

É isso, pessoal!

Eu avisei que o post era gigante!

Continuo aceitando dicas de lá e de outros destinos também, tá!

Signature_Nine

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

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