Imagem: Banksy

Estou voltando de férias hoje, oficialmente… Depois de uma pequena licença para ir pela primeira vez à cidade de São Paulo e participar de um congresso na área do Turismo e conhecer um pedacinho da terra que já foi da garoa, tive mais 15 dias de férias, porém, essas férias foram diferentes, tiveram um gostinho inicialmente amargo e depois, um leve aperto no peito… Desses, que a gente costuma chamar de saudade.

Perdas. Nunca esperadas, por mais que já saibamos. Sempre de surpresa, de supetão, de soco… Um soco seco no ar, no peito, na barriga. As vezes no meio da tarde, entre uma conversa e outra – a notícia. Ou então de madrugada, o telefone toca e você já prevê: notícia ruim passada pelo fio. E o fio da vida se vai, se esvai.

Saudade é sempre uma marca bonita que deixa quem nos deixa. É uma feridinha boa, pois é nossa garantia de lembranças… Volta e meia te cutuca o coração e te faz relembrar momentos bons, alegres, de risadas e de aprendizado. Porque sempre aprendemos algo com eles. Se vão logo e porque já deixaram sua marca no mundo e alguma marca em nós. Saudade é bichinho esperto, sabe bem a hora de aparecer, de dar o ar da sua graça e nos fazer sorrir naquele momento mais difícil.

Luto é como uma parte obrigatória de um contrato escuro, pesado, cinzento. Ele chega amassando a gente, torcendo o coração ou partindo ele em mil caquinhos. Luto é luta perdida, mas necessária. Do luto se abrem as nuvens e o sol aparece pra nos avisar que a vida segue, que a ordem dela é essa mesma, mesmo que aparentemente a nossa vida esteja um caos.

E seguindo a vida, depois de duas perdas significativas em um mês e muitas lembranças boas, além de confirmar a importância da família, da união, de estar não só perto, mas presente, participativa.

Saber que a gente fez o que pode e que nada seria diferente nos liberta. E liberta quem, assim como nós, precisa dessa força.

Agora é tecer a colchinha de retalhos com as pequenas e grandes lembranças que já estavam gravadas na memória e de tempos em tempos, chamá-las à vida, ao riso e finalmente, àquela saudade mais doce, mais leve, menos dura. Essa que faz os raios de sol iluminarem nossos dias e ver a vida com outras cores, além das do arco-íris.

E como dizia minha vó, seguir em frente pensando que “querer é poder”, continuar sonhando, lutando e acreditando. Assim é a vida.

Aqui damos nosso melhor. Precisamos ser bons, precisamos ser gratos. O resto acontece.

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

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