Ela caminhava por aquela estrada estreita e sem fim… E seguia assim, sem olhar pro chão, pulando e contando estrelas.

Era pequena e tinha os olhos grudados no céu, tão negro e ao mesmo tempo tão claro… Só ela e as estrelas. E os segredos.

Cada passo um pedido, cada estrela uma história. De monstros, de princesas, de heróis sem capa e sem chapéu.

Ela continuava firme naquele caminho, nada a desviava… As estrelas eram guias e realizadoras de sonhos.

Dançava, girava e confidenciava.

Os olhos cintilavam (assim como as estrelas) e desejavam que a vida fosse um conto de fadas.

Cada ponto brilhante no céu um conto no papel. Cada ponto de luz no escuro, um vazio seguro.

E ela nem lembra da última vez que sonhou…

Era um sonho de estrelas, monstros, princesas e heróis… Heróis sem chapéu, lembram? E sem capa.

Ela não lembra. Os pés eram tão pequenos, as mãos querendo abraçar todas as estrelas de uma vez…

Os passos tão leves e ela seguia faceira.

E de repente tudo parou.

E assim, de repente, o dia se encarregou de apagar as estrelas do céu.

E a vida seguiu seu rumo.

Sem sonhos, sem estrelas, sem princesas e sem chapéus.

E sem um céu pra olhar,

Um caminho para caminhar.

E sem estrelas pra contar,

Nem monstros,

Nem heróis sem capa e chapéu.

Mas uma coisa tenho que contar:

O caminho ainda está lá.

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

5 comentários

Ana Pereira · 5 de dezembro de 2013 às 20:54

Lindo!

Bjinhos

Ana Paula · 5 de dezembro de 2013 às 14:36

Nine, q lindo esse texto!

Já tinha lido antes, mas agora li de novo com calma…

Bem legal!

Congrats!!!

Bjks

Ana Paula

    Nine Copetti · 5 de dezembro de 2013 às 21:30

    Ana, quando era mais novinha eu adorava escrever, de pequenas cronicas a poesias, eu era uma maquininha… Hahaha!

    Os compromissos da vida adulta me tiraram um pouco da inspiração, mas estou tentando resgatar… Tomara que dê certo, que bom que gostou!!!

    Beijo grande!

Rita · 4 de dezembro de 2013 às 02:19

Que lindo amiga!!!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *