Imagem: Divulgação

No final de semana que passou resolvemos dar uma voltinha na Serra Gaúcha, mais precisamente em Nova Petrópolis, cidade querida nossa. O que  encontramos ao chegar na cidade foi um movimento intenso de turistas, uma praça toda enfeitada e preparada para um evento chamado Festival Internacional de Folclore – que segundo informações dos organizadores, acontece anualmente naquele mesmo espaço – que reúne diversas culturas dos mais variados países com manifestação artística através da dança típica desses lugares.

Imagens: arquivo pessoal

O evento já acontece há mais de 40 anos (como eu não fiquei sabendo disso antes?) e desde 2010 acontece na Praça das Flores – oficialmente Praça da República, na Rua Coberta (sim, Nova Petrópolis, assim como Gramado, também tem sua “rua coberta”) e em alguns outros lugares da cidade também, mas a maior parte das apresentações se concentra ali mesmo. O palco recebe as mais diversas etnias ou representações de etnias, grupos de dança folclórica daqui do sul mesmo e de diversos países!

“O Festival Internacional de Folclore é um evento de valorização das tradições e dos costumes legados pelos antepassados, numa mescla das mais distintas manifestações culturais. É um intercâmbio artístico-cultural entre os inúmeros grupos participantes, iniciado em 1973, por um grupo de amigos. O evento ocorria no mês de julho, estritamente voltado para apresentações de danças folclóricas alemãs, incentivando a participação de grupos locais e visitantes. Com o passar do tempo, tomou grandes proporções.” (via site oficial do evento)

Ficamos encantados com a organização do evento e principalmente com as apresentações que tivemos oportunidade de assistir. Imaginem, 16 dias de festival, milhares de pessoas envolvidas, globalização, diversidade e integração de povos em uma cidade de imigrantes alemães com população próxima à 20 mil habitantes, é uma loucura a movimentação de turistas e artistas pela praça, pela cidade, pelos restaurantes.

Conseguimos assistir um grupo da Martinica, o  Compagnie de Danse Pom‘kanel de Martinique, lembra um pouco o Olodum, muita batida, cores e alegria.  Esse grupo estava hospedado no mesmo hotel em que ficamos, nosso café da manhã era regado à “bonjours” ! Ô idioma gostoso de ouvir, né!?

Depois, um dos que mais gostei: Grupo Xaxado Cabras de Lampião, de Pernambuco. Eita cabras bons da peste, viu! Tinham uma energia contagiante, uma presença de palco, uma sintonia incrível e ainda nos contaram toda a lenda de Lampião e Maria Bonita, amei!!! Adoro essas coisas, adoro aprender sobre a cultura diversa e o folclore do nosso país.

Ah, um grupo que me encantou e acho que a todos que assistiam: Kuo-shin Chuang‘s, de Taiwan. Gente, as meninas apresentaram algumas danças típicas que hipnotizavam a gente, tudo tão sincronizado, tão perfeito. E elas tão humildes e simpáticas, convidando o público a subir ao palco, até choraram no final… Também pudera, praticamente atravessaram o Atlântico para estarem ali apresentando um pedacinho da cultura da República da China!

Imagens: arquivo pessoal no Instagram

Entre tantos outros que se apresentaram (chilenos, russos, árabes, argentinos, brasileiros de diversas regiões – do sul ao norte, mexicanos, americanos… e por aí vai), o Volkstanzgruppe Freundschaftkreis (é, tive que usar o Ctrl+C e Ctrl+V), um grupo infantil de danças folclóricas alemãs, atraiu a atenção do pessoal, super empenhados em fazer a coreografia como a professora orientava, em trajes típicos, risonhos e serelepes, um amor mesmo. Eles nos mostraram as danças de roda alemãs e as músicas se parecem muito com aquelas que ouvimos nos shoppings e lojas em época de Natal, tão lindinhas, meio naquele clima europeu, além de inspiradoras!!!

E pra fechar com chave de ouro (não o evento, mas sim a nossa seleção pessoal) o Grupo Kadima de Dança Folclorica Israelita, daqui de Porto Alegre, representando o folclore israelita, fez uma apresentação reflexiva sobre os conflitos históricos entre Israel e Palestina, com uma dança que mostrava os dois povos tentando se unir e ao mesmo tempo afastando-se por uma cerca simbólica, enquanto as cenas de dança ocorriam, num telão eles iam explicando toda a origem do povo judaico e os desdobramentos dos conflitos entre as duas nações. Sem dúvida foi a apresentação mais marcante, mais forte, que mais fez com que refletíssemos sobre a história da humanidade e sobre o futuro das nações! Brilhante apresentação.

Infelizmente (ou nem tanto) não consegui registar tudo em boas fotos, uma porque eu queria era assistir, né… Outra, porque ficamos muito longe do palco e quando eu conseguia um bom momento, algum cabeção passava na frente ou levantava para também fotografar ou filmar! Mas no link do site oficial – coloquei no finalzinho do post – dá pra ver as fotos lindas que o fotógrafo profissional Mauro Stoffel fez especialmente pro evento! Lá tem muita, muita, muita fotografia de todos os grupos e momentos, vale a pena mesmo dar uma olhadinha e entender melhor essa diversidade.

Enfim, foi um final de semana e tanto… friozinho, nublado, lugares lotados, mas nada disso nos desanimou! Caminhamos muito, assistimos quase todas as apresentações, comemos muitas delicias nas barraquinhas da praça, tomamos muito café!

O Hotel Petrópolis nos surpreendeu, muito aconchegante, com funcionários atenciosos, áreas amplas, quarto espaçoso, quentinho, com uma cama enorme e macia,uma sacadinha linda pra terminar a tarde tomando um chimas e relaxando! Fiquei viciada nas balinhas de funcho que ficavam disponíveis aos hóspedes na entrada, além de chá e café! Taí um lugar que com certeza voltaremos de tão boa experiência que tivemos.

Imagens: arquivo pessoal

Sobre a cidade já falei aqui e em alguns outros posts aleatórios, é nosso xodó na Serra Gaúcha, pra quando a gente quer um passeio mais leve, sem o glamour, o agito e os preços exorbitantes da dupla Gramado-Canela. Pra aquele momento de caminhar sem pressa, ficar observando os pássaros voando de um lado a outro, as flores lindas da praça e dos canteiros centrais, as casinhas com arquitetura típica alemã, as pessoas queridas, hospitaleiras e que fazem as iguarias mais gostosas do mundo (apfelstrudel, te dedico), enfim… o nosso refúgio!

Imagens: arquivo pessoal

Até mesmo em dia de festival, quando as ruas são invadidas por um sem fim de carros e ônibus de turismo!

Uma dica: se tiverem oportunidade, reservem um dia pra conhecer Nova Petrópolis, não irão se arrepender! ;)

Segue o link para mais detalhes e uma galeria imensa de fotos: Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis

Uma ótima semana pra vocês!

Beijos,

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

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