Gente, essa é pra quem é daqui do Portinho ou estará por aqui nesses dias, até o final do mês…

Tá rolando no Praia de Belas Shopping uma exposição linda de viver pra quem ama poesia e mais, pra quem ama Mario Quintana. Se chama Exposição Interativa (Vinte)Ver Quintana – com curadoria da fotógrafa Rochele Zandavalli – e reúne poesias escritas e em áudio (na voz do poeta) conectados à imagens que remetem aos versos. Uma verdadeira viagem no tempo da poesia de Quintana. Essa exposição marca justamente os 20 anos de saudade e de ausência dele, embora viva eternamente em cada palavra, em cada verso lido, em cada visita à Casa de Cultura que leva seu  nome aqui em POA.

Nesse projeto, diversos artistas inspiraram-se em algumas poesias de Mario Quintana, recriando-os em fotografias, num trabalho encantador, muito delicado, impressionante, quase mágico, principalmente ao conectarmos o fone aos nossos ouvidos e percebermos na voz cada trecho, cada rima, cada pedaço de nuvem escrito por ele. Seus Quintanares se espalham por aquele pequeno espaço, viajamos no tempo enquanto lemos, vemos e ouvimos uma parte da sua vida vivida na poesia e para a poesia.

O mais interessante dessa pequena “viagem lírica” é poder recordar alguns versos do tempo de escola ou de leituras passadas, ou de bilhetinhos de agenda da adolescência…

“Eles passarão, eu passarinho…”!

E quando “escrevo diante da janela aberta” percebo o quanto de memória ficou deste poetinha que carregava consigo tanta leveza, tanta delicadeza, tanta paz. E se não são verdes minhas venezianas, ao menos todas as cores se fazem presentes ao me deparar com esse trabalho riquíssimo e tão delicado quanto a pessoa do poeta, e me emociono de verdade, pois cresci lendo Quintana e “sempre que chove, tudo faz tanto tempo…” e ao mesmo tempo todos os versos continuam morando em mim.

Imagens: Arquivo pessoal

DEDICATÓRIA

{Mario Quintana – A cor do Invisível}

Quem foi que disse que eu escrevo para as elites?
Quem foi que disse que eu escrevo para o bas-fond?
Eu escrevo para a Maria de Todo o Dia.
Eu escrevo para o João Cara de Pão.
Para você, que está com este jornal na mão…
E de súbito descobre que a única novidade é a poesia,
O resto não passa de crônica policial – social – política.
E os jornais sempre proclamam que “a situação é crítica”!
Mas eu escrevo é para o João e a Maria,
Que quase sempre estão em situação crítica!
E por isso as minhas palavras são quotidianas como o pão
[nosso de cada dia
E a minha poesia é natural e simples como a água bebida
[na concha da mão.

 

Então, fica a dica pra quem adora poesia e é fã de Mario Quintana, se estiverem em Porto Alegre, a exposição fica até dia 26 de Setembro, no 3º Piso do Shopping Praia de Belas, atrás do quiosque da Sorveteria Chungo!

Beijos,

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

1 comentário

Porto Alegre Cultural | Outubro e Novembro · 13 de outubro de 2015 às 00:26

[…] dar um jeito logo nisso. Ano passado tivemos Mario Quintana, vocês lembram? Fui conferir e contei aqui. Foi maravilhoso e imagino que essa seja tão incrível quanto. Pelo que li, a ideia é de que […]

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