Olha… Dica de livro na área! Atrasadinho, mas escrito com amor!

Quem por aqui já leu Como eu era antes de você? Eu li ano passado e acho que foi um dos livros mais legais que andei lendo, de alguns dos já publicados por aqui pela escritora (êeeee) Jojo Moyes!!! Gente, ela é demais, depois de quatro livros lidos eu já posso dizer isso, né? Posso.

“Não pense muito em mim… Apenas viva bem. Apenas viva.”
Will em Como eu era antes de você.

Pois bem, Depois de você é uma continuação do livro que citei aí em cima. Eu vou me esforçar bastante pra não dar spoiler (não sei se consigo, como continuação de uma história, quase impossível evitar), porque a história realmente é muito interessante no primeiro livro. Os temas abordados são intensos, polêmicos, delicados. Os personagens principais, Lou e Will, são encantadores, nos cativam desde o início e fazem com que a gente torça por eles o tempo todo. A história traz elementos de motivação, de paixão, de reconhecimento ou autoconhecimento, de superação ou fracasso. E nos mostra a todo instante até que ponto somos capazes de lutar por algo importante das nossas vidas.

PS: Se você ainda não leu nenhum dos dois, talvez seja melhor ir com calma daqui pra baixo… ;)

Sinopse:

Lou Clark tem muitas perguntas. Porque acabou indo trabalhar no bar de um aeroporto, onde passa o expediente inteiro observando outras pessoas voarem para novos lugares? Porque o apartamento onde mora há um ano ainda não parece um lar? A família será capaz de perdoá-la pelo que ela fez dezoito meses antes? Algum dia ela vai superar ter perdido o amor de sua vida? Mas o que Lou sabe com certeza é que as coisas precisam mudar. Até que, certa noite, uma pessoa desconhecida bate à sua porta. Será que ela tem as respostas que Lou procura… ou apenas mais perguntas? Se Lou fechar a porta, a vida vai continuar igual: simples, ordenada, segura. Se abrir, estará arriscando tudo. Lou prometeu que continuaria viva. E se vai cumprir isso, terá que convidar essa pessoa a entrar…

Lou se encontra sozinha com a missão deixada por Will, de tentar melhorar sua vida, sair para o mundo, experimentar coisas diferentes e desafiadoras. Ela se esforça, mas não é nada fácil deixar alguém que a gente ama pra trás, assim, simplesmente. Afinal de contas, sentimos a necessidade de compartilhar, de dividir as novidades, as conquistas. Nossas perdas não ficam enterradas no passado, elas nos acompanham sempre, e a culpa também, mas a nossa parte nisso é tentar transformar o sofrimento em crescimento. Frequentar um grupo para tentar aceitar alguns fatos nem sempre ajuda, mas tentar pode render alguns bons frutos.

Quando comecei a ler realmente esperei encontrar uma Louisa arrasada com a sua perda, não conseguia entender como Jojo daria seguimento a história sem Will. Mas também, passado algum tempo, esperava que a vida dela tivesse desdobramentos interessantes, novidades que motivassem e dessem sentido a sua nova vida. Afinal, vida que segue, não é assim?

Quem leu o primeiro livro deve lembrar claramente que Lou era doce, sensível, cheia de sonhos e expectativas, mas com uma auto-estima no pé, muitas responsabilidades e uma família que não se preocupava muito com seu bem estar. Ela teve suas lutas internas, suas tristezas e decepções – inclua aqui Will. Enquanto eu esperava que Jojo revisse a possibilidade de fechar o primeiro livro com um “felizes para sempre” ou trazê-lo das cinzas no segundo, ela definitivamente não quis facilitar para seus leitores. E como somos campeões em criar expectativas… Senta, que lá vem frustração!

Então, a sequencia já começa meio cansativa e irritante até, mas com um pouco de paciência e um esforço para outro olhar sobre o romance (talvez sem lembrar o que aconteceu lá atrás, em Como eu era…) a história passe a fluir. Há cenas engraçadas, há momentos em que a gente volta a acreditar que Lou finalmente terá sua dose de felicidade duradoura, há um fio de esperança em seus atos, mas no fundo as coisas não parecem querer sair do lugar para ela. É como se Lou tivesse se especializado em boicotar suas chances, seus sonhos e vontades. #quemnunca?

Do nada, surge uma personagem adolescente, extremamente irritante (como quase todo adolescente), invasiva, persuasiva e com histórias bem esquisitas para o gosto de Lou. Mesmo assim, ela sente uma certa responsabilidade (leia-se: um bom motivo para fugir de si mesma) em abraçar essa nova causa com todas as suas forças, colocando, mais uma vez, sua vida em segundo plano.

O apartamento em que está morando, pago com o dinheiro que Will deixou para ela – e que ela faz questão de lembrar – não tem uma gota de sua personalidade. É frio como gelo.

O emprego de Lou em um bar de aeroporto é uma m… Seu uniforme é digno das piadas mais infames, não só de alguns clientes, mas também dos amigos e conhecidos dela. O comodismo de Lou chega a incomodar, dá vontade de entrar nas páginas do livro e dar uma bela sacudida em seus ombros.

Quando surge alguém legal que poderia dar alguns momentos de felicidade, Lou consegue afastar. Ela aproveita um pouco e no primeiro sinal de que “parece” ter algo errado, ela detona suas chances de vez. E nós ficamos ali, na expectativa do seu próximo passo furado.

Mas confesso que alguns trechos renderam emoção e lágrimas, até… Principalmente quando ela tratava de reatar com a familia! Ponto pra Jojo nesse ponto, que conseguiu resgatar o amor dos pais e da irmã de Lou, conseguiu reuní-los de uma forma bem bonita.

Existe uma espécie de mini-terraço no apê de Lou que parece ser capaz de produzir milagres! Ou intermediar bons momento, não sei…

Lá da metade para o fim, podemos finalmente dizer que dá pra entender o que Jojo quis nos dizer com essa continuação, embora ainda pareça meio forçada. A leitura melhora consideravelmente, há um certo suspense em como tudo irá se desenrolar. Isso me deu fôlego pra querer terminar de ler sem me decepcionar tanto. Comecei a torcer pela Lou de novo, pelo carinha por quem ela se apaixona, pelo inesperado que parece sacudir sua vida de forma positiva (algumas partes pareceram desnecessárias no início, mas depois fez muito sentido pra mim). Inclusive a menina rebelde, mas vou deixar que vocês tirem suas próprias conclusões e depois venham comentar, combinado?

Enfim, sem querer dar muitos detalhes, Jojo até que abordou novas polêmicas e conduziu de maneira bacana esses fatos. Assim como a eutanásia rende muitos debates – quando sai do formato “tabu”, a relação das pessoas com o dinheiro ou a falta dele e também o que fica depois de um acontecimento tão desesperador e a forma como a vida vai tomando seu rumo, é interessante de se observar. No livro, temos o ponto de vista da própria escritora e cada um de nós, antes de ler, criamos o nosso. Depois, ao ir evoluindo na leitura, comparamos os dois pontos e se tivermos a clareza necessária, vamos nos dar conta de que outros pontos são levantados por ela, nesse caso, a superação, essencialmente. Seja mudando de cidade, de país, de emprego, de relacionamento, transformando nossa relação com as pessoas próximas e com o mundo, o mais importante de tudo é conseguirmos tirar algo de bom de uma situação que nos destruiria se não tivéssemos força nenhuma para lutar.

O luto não é algo fácil de lidar e nunca será, por mais preparado que alguém pense que esteja. Decisões nunca serão “mamão com açúcar”, sempre pesaremos os prós e contras e na maioria das vezes o contra nos tirará nossas forças.

Essas foram as minhas impressões, se alguém de vocês já leu os dois livros, me conta o que achou deles, da continuação em si. Vocês acham que renderia um terceiro só com um encaminhamento mais certeiro para a vida da Lou? Me contem tudo…

 

Beijos e uma ótima sexta-feira!!!

E pra quem emendou o feriado, aproveitem muito!!!

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  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

2 comentários

Regina · 12 de novembro de 2016 às 10:54

Não li nenhum dos dois e achei os dois no Amazon .. e agora com essa sua dica irei comprar e ler os dois , obrigada ? Pela dica

    Nine Copetti · 19 de novembro de 2016 às 15:50

    Guria, o primeiro “Como eu era antes de você” é simplesmente lindo. De chorar mesmo. O segundo não me surpreendeu como eu esperava, mas com paciência e um pouquinho de compreensão dá pra curtir também, dando chance para todos os personagens, inclusive para alguns mais irritantes, hihi!
    Espero que tu aproveite muito. A Amazon sempre faz ótimas ofertas, né!?

    Um beijão e adorei te ver comentando por aqui (aliás, preciso voltar a escrever o quanto antes)!
    <3

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