“Do que eu precisava? Do que eu ainda poderia precisar nesse momento, além de um pouco mais do que eu não poderia ter? Não consegui responder, apenas olhei dentro daqueles olhos tristes e os registrei em meu cérebro, para nunca mais esquecê-los.”

Já escolhi meu livro favorito de 2013: este mesmo, da dica de hoje! Se tem uma coisa que me deixa completamente feliz é um livro bem escrito e que me prende do início ao fim! Sim, desses que deixam a gente órfã quando termina, que dificulta em grau máximo a escolha de um próximo livro!

Quem me acompanha pelo Instagram já deve estar careca de saber que amei essa leitura, tantas foram as vezes que postei fotos e impressões dele por lá!

O fato é que ele realmente me tocou. Pelos temas abordados e pela leveza com que a escritora conseguiu conduzir a história até dar um final emocionante, coisa que – vamos combinar – pouquíssimos escritores, mesmo os mais experientes, conseguem fazer!

Dançando sobre Cacos de Vidro é uma história incrível sobre duas pessoas que se apaixonam e contra todas as possibilidades seguem uma história juntos e se surpreendem com o que a vida lhes apresenta de desafios. E milagres.

Sinopse:

Lucy Houston e Mickey Chandler não deveriam se apaixonar. Os dois sofrem de doenças genéticas: Lucy tem um histórico familiar de câncer de mama muito agressivo e Mickey, um grave transtorno bipolar. No entanto, quando seus caminhos se cruzam, é impossível negar a atração entre eles.

Contrariando toda a lógica que indicava que sua história não teria futuro, eles se casam e firmam – por escrito – um compromisso para fazer o relacionamento dar certo. Mickey promete tomar os remédios. Lucy promete não culpá-lo pelas coisas que ele não pode controlar. Mickey será sempre honesto. Lucy será paciente.

Como em qualquer relação, eles têm dias bons e dias ruins – alguns terríveis. Depois que Lucy quase perde uma batalha contra o câncer, eles criam mais uma regra: nunca terão filhos, para não passar adiante sua herança genética.

Porém, em seu 11° aniversário de casamento, durante uma consulta de rotina, Lucy é surpreendida com uma notícia extraordinária, quase um milagre, que vai mudar tudo o que ela e Mickey haviam planejado. De uma hora para outra todas as regras são jogadas pela janela e eles terão que redescobrir o verdadeiro significado do amor.

Dançando sobre cacos de vidro é a história de um amor inspirador que supera todos os obstáculos para se tornar possível.

Lucy – junto com suas duas irmãs – herdou da mãe o gene ruim que fez com que um câncer de mama surgisse muito cedo em sua vida. Graças a esse presente genético ela soube desde sempre que sua vida não seria nem fácil nem longa. Ela perdeu o pai policial ainda criança e logo depois, na adolescência, também a mãe! Foi sua cuidadora até o fim.

Antes do pai partir desse mundo, deixou para Lucy uma lição que a acompanhou até a seu último dia de vida na terra: ela aprendeu a não temer a morte. E mais, aprendeu a reconhece-la e perceber quando estava por perto. Seu pai ensinou-a a não temer o que vem depois e se manter calma e serena mesmo quando estivesse diante dela. Também disse que a morte não doía apenas a saudade era dolorida.

Michael (ou Mic, ou Mickey) foi diagnosticado com Transtorno Bipolar. Também herdou da sua mãe a doença que seguiu atormentando sua vida desde a infância. Perdeu a mãe para a mesma doença e fazia o possível para manter o controle dela sobre si. Seu pai não teve forças para lutar mais contra esse transtorno, mas sempre demonstrou afeto, a sua maneira, ao filho.

Ele faz sessões de terapia com o mesmo cara que foi psiquiatra da sua mãe e confia muito nele, quase como um pai. Ele tenta, se esforça mesmo, para manter regular o uso de todos os medicamentos receitados pelo médico. Quando está em público dificilmente as pessoas percebem que há algo errado, mas quando está sozinho as crises as vezes avançam sem piedade sobre ele.

Graças a uma das irmãs de Lucy eles se conheceram na festa de aniversário dela. Não foi nada explosivo, mas rolou um clima a primeira vista.

Com todos os problemas que cada um guardava, depois de muito tempo e conversas sérias, resolveram ficar juntos, e se sobrepondo a todas as previsões, foram moldando seu relacionamento.

Lucy também era monitorada pela mesma medica que cuidou da sua mãe e que veio naturalmente a cuidar dela com um carinho que supria um pouco aquela falta. Seus exames periodicamente feitos tinham os resultados aguardados pelo trio de irmãs com muita expectativa e torcida para que estivessem bem.

Mickey acabou tendo algumas crises maníacas e sendo internado algumas vezes, voltando meio inteiro pra casa, mas sempre com aquela sensação de que não era bom o suficiente para controlar sua doença.

Assim, em meio há tantos impedimentos de uma vida tranquila, fizeram um contrato à mão, que ficava colado na porta do roupeiro, prometendo entre algumas coisas, terem paciência um com o outro, entenderem que algumas reações se deviam as doenças, que seguiriam seus tratamentos a risca e que nunca esconderiam nada um do outro.

Quando as coisas pioraram um pouco, acrescentaram â essa lista uma cláusula que dizia que não deveriam ter filhos. Não tinham condições nem boas perspectivas futuras para colocar uma criança no mundo. Lucy inclusive já tinha feito a cirurgia de ligadura das trompas em um outro momento, justamente para não ter que passar adiante a triste herança genética. Essa era a parte do contrato que jamais deveria falhar…

E milagres acontecem até pra quem não acredita neles, né?

Pois Lucy engravidou. Contrariou mais uma vez todas as probabilidades. E Mickey perdeu o chão. E as irmãs triplicaram suas preocupações. Como iriam ter um filho se o cara vivia tento crises, ora depressivo, ora maníaco e volta e meia precisava ser internado? Como iriam cuidar de um bebê sabendo do histórico de Lucy de suas perspectivas parcas pro futuro?

Pois daqui em diante, eu tenho que deixar na mão de vocês, leiam, não irão se arrepender, é uma história triste e linda. E até mesmo bem humorada. Fala da morte, mas antes fala da superação, da aceitação e de viver um dia de cada vez. Vivemos falando disso e pouco praticamos, acho que a leitura traz pra bem perto essa reflexão e faz com que nós coloquemos no lugar dos personagens, inevitavelmente nós pegamos sentindo as dores, os sofrimentos, as derrotas e as vitórias!

Como eu disse no Instagram, preparem seus lencinhos, evitem locais públicos (pra não pagar mico de chorar no meio da cantina, como eu… Kkk) e sobretudo abram o coração antes de começar a leitura!

“…antes que uma montanha desabe, primeiro rolam algumas pedras que dão o aviso. (…) A única certeza que tenho é de que cada preocupação, cada temor, é mais uma pedra, até que não me reste senão admitir estar à sombra da montanha que logo me esmagará. (…) Por isso eu me equilibro na corda bamba dessa agonia e tento me concentrar no momento. (…) Minha tarefa é amar minha mulher o suficiente para que ela sinta esse amor por toda a eternidade. (…) Haverá tempo para desmoronar… Por ora, aproveito cada sorriso cansado, cada toque débil, cada beijo sóbrio e registro tudo a ferro e fogo no coração.”

E como sempre eu peço, voltem pra me contar o que acharam!!! Combinado?

Título: Dançando sobre Cacos de Vidro (Dancing no Broken Glass)

Escritor: Ka Hancock
Classificação: Ficção Americana
Ano de Publicação: 2013
Tradução: Regina Lyra
Editora: Arqueiro

Atualizando: Ka Hancock é enfermeira, tem especialização em psiquiatria e longa experiência profissional com pacientes psiquiátricos e dependentes químicos. Em algum momento entre estudar, trabalhar e criar quatro filhos, conseguiu escrever seu primeiro livro. Ela mora com o marido em Salt Lake City.

Uma ótima semana pra vocês!!!
Beijos,

 

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

3 comentários

Graziella · 8 de março de 2015 às 13:44

<3

Ana Pereira · 19 de janeiro de 2014 às 20:22

Oi Nine,
Já comecei a leitura e estou adorando, a Ka tem uma escrita que cativa.
Vou-te dando notícias à medida que for avançando.
Beijo grande,
Ana

    Nine Copetti · 19 de janeiro de 2014 às 21:54

    Ela é maravilhosa, né! Que bom que está gostando! Vai me atualizando sim!!!

    Beijos

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