“Eu nunca conhecera alguém tão vibrante ou vivo. Ele se movia como a luz. Parecia nunca parar de se mover – ou de pensar, ou de sonhar.”

 

Gente, nem sei há quanto tempo este livro estava esperando por mim, acho que desde {Paris é uma Festa}, de Ernest Hemingway.

Aproveitando a dica da Kaká em seu novíssimo e delicioso blog Coisas que eu gosto – ela escreveu sua opinião sobre o livro aqui (foi assim que lembrei que ele estava na minha estante… hahaha) – tomei vergonha e comecei a ler assim que terminei {O Prisioneiro do Céu}.

Ainda bem que consegui terminar e vou poder contar a tempo o que achei dele, porque ontem reiniciaram as aulas da faculdade, e agora o bicho pega e o tempo acaba, né!

♥♥♥

Então: Casados com Paris é da escritora Paula McLain e tem um misto de fatos reais com ficção, e a escritora fez questão de manter alguns detalhes o mais fiel possível da verdade, o que me deixou bem mais curiosa e interessada.

Dica: Pra quem já assistiu {Meia Noite em Paris} ou leu {Paris é uma Festa}, vocês não fazem ideia do efeito que a leitura deste livro nos causa! Eu adorei e fiquei feliz por ter feito tudo isso antes de finalmente ler {Casados com Paris}. A gente tem aquela sensação maior de “passar um filme na cabeça”, de ter vivido naquela época, de quase ter convivido com aqueles doidos – sim, eles eram doidos, viviam uma vida intensa, errante, sem se preocuparem muito com suas reputações – mas também tremendamente feridos pelo pós-guerra – todos regados a bebidas (muito absinto) quase que 24 horas por dia, música e muita liberdade conjugal, digamos assim.

Como estamos falando de 1920 (aproximadamente), poucos anos depois da eclosão da 1ª Guerra Mundial, mas também de todo brilho da Belle Èpoque e da expressão artística presente. Embora a guerra tenha destruído muitos sonhos, levado muitas vidas, a sociedade tentou preservar alguns costumes/hábitos daquela época. Existia uma certa depressão, uma tristeza profunda, mas uma força maior que fazia com que aqueles personagens do pós guerra tentassem manter pelo menos um pouco daquele brilho, da admiração pela arte, pelo bem viver. Eles precisavam acreditar em alguma coisa. Hemingway e muitos de seus amigos estiveram na guerra e viveram as marcas dela durante toda sua vida.

Bem, quando comecei minha leitura tive uma espécie de deja vu, poderia jurar que já havia lido aquelas páginas, mas sabia que não! Então segui em frente. E aí a história começou a ganhar novas nuances, novas versões, um olhar mais romântico e feminino, mais passional e ao mesmo tempo muito centrado de tudo que ocorreu no período em que Hadley e Hemingway estiveram casados (em Paris, principalmente).

Se alguém resolver ler {Paris é uma Festa} talvez tenha essa mesma sensação.

Ah, o livro é narrado pela visão de Hadley, o que faz com que a gente perceba a vida deles depois de casados sem a máscara do glamour, passando por todas as fases que o casal enfrentou: as dificuldades financeiras, muitas vezes tendo que morar em peças (e não em casas) sem infraestrutura nenhuma, as prioridades, a gravidez, aquele sentimento de quando um dos dois abre mão de seus sonhos em prol dos sonhos do outro. Houveram concessões, brigas, desentendimentos… Fizeram as pazes, tiveram seu filho, mudaram de ares, de amigos, deixaram rastros por onde estiveram. A história desses dois é incrível, mostra claramente as duas faces de um relacionamento. E mostra o lado mulherengo – não exatamente infiel, já que consentido – de Hemingway e a decepção velada de Hadley.

“Na primeira vez que vi um narciso furando o gelo e florescendo, achei que aquilo era perfeito e quis para mim aquele tipo de determinação.”

(Hadley)

“Há coisas que eu não via antes, como o quanto é bom ter alguém por perto. Não um cavaleiro branco que nos arrebata, mas o companheiro que se senta à mesa todas as noites e diz o que está pensando.”

(Pauline, “amiga” de Hadley)

Eu tenho uma mania difícil de controlar, vou escrevendo, escrevendo, quando me dou conta, metade do livro está transcrito aqui!! Acabei de me dar conta disso.

Começo a pesquisar detalhes, viajo no tempo, saio de órbita, e quando tento voltar o texto já está tão longo que fica difícil até consertar!!!

Vamos fazer assim então, vocês leem e depois me contam a impressão que tiveram, ok?

E quem experimentar o roteiro {Paris é uma Festa – Meia Noite em Paris – Casados com Paris} conta também!!! É tão bom ter versões de opiniões diferentes sobre um mesmo livro!!!

Beijinhos,

PS: Creio que os posts voltarão a ficar escassos por aqui, mas sempre que der, venho contar algumas novidades!

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

2 comentários

Karla Keunecke · 30 de janeiro de 2013 às 00:40

Nossa, amiga… como vc escreve bem….. como senti o que sentiu… mas como conseguiu traduzir em palavras o sentimento que temos ao ler o livro… Amei sua resenha, perfeita! Agora eu tenho que fazer o caminho inverso e ler Paris é uma Festa!!

beijão

    Nine Copetti · 30 de janeiro de 2013 às 00:46

    Amiga, fiquei desesperada porque não conseguia parar de escrever, gostei tanto desse livro… acho que tanto quanto Paris é uma Festa! No fundo, acho que desejava ter vivido um pouco dessa época louca deles! Pobre Hadley, né… ainda bem que ambos conseguiram se reerguer em novos caminhos!

    Lê sim, Paris é uma Festa tem bem mais de Meia Noite em Paris, mas é essencial!!!

    Beijinhos, tô adorando te ver por aqui!!! Eba!!! ;)

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