“Lembrar que vamos morrer é a melhor maneira que conheço para evitar a armadilha de acharmos que temos algo a perder. Você já está nu. Não há porque não seguir o que dita o coração”.

(Steve Jobs, em seu discurso de formatura em Stanford, 2005)

 

Pra começo de história, venho tentando ler esse livro desde o meio do ano passado! A correria e os trabalhos da faculdade me permitiram apenas ler algumas páginas e abandona-lo num canto qualquer!

Sem contar que quando meu primo me emprestou, lá atrás, em uma das minhas idas à casa da minha mãe, eu coloquei o livro dentro de uma pasta e por um bom tempo simplesmente esqueci que ele estava lá… loucura, né! Desligada total!!! E depois, a forma como me lembrei de onde ele estava, morrendo de vergonha, depois da visita do primo aqui em casa e da pergunta básica de quem te empresta um livro pra ler (e aí, tá gostando do livro?) – E a tonta, hã, heim? Livro? Bah, o livro… hahaha!

Voltando… Assim que o ritmo aqui em casa deu uma diminuída, resolvi que ia dar cabo dessa leitura de qualquer jeito… E dei. Aproveitei os feriados de final de ano e engatei na história de vez, o livro ficou bem interessante lá pela pagina 300, e só então fluiu!

Já digo de cara que recomendo a leitura. Recomendo pra quem é fã da Apple, viciado nos produtos e tem curiosidade de saber como tudo começou e também como um pedaço dessa história terminou!

Isaacson entrevistou várias pessoas das relações de Jobs para montar sua biografia baseada no maior volume de dados cruzados possíveis, entre conhecidos, amigos e inimigos, o resultado foi um livro recheado de informações que muitos nem imaginam!

Desde a sua infância, o abandono, a adoção, os primeiros amigos e a empresa de fundo de garagem. Muitos anos se passaram, muita coisa rolou. O que não muda em todo tempo de sua vida é o comportamento pautado na contracultura, a experiência amplamente defendida por ele sobre o uso de LSD na juventude, seu perfeccionismo, sua prepotência, seu campo de distorção da realidade, seu fazer com que os outros façam acontecer, custe o que custar e a quem custar… Suas dietas radicais, seu espiritualismo às avessas, sua relação com o mundo e a grande sacada de criar produtos perfeitos para pessoas exigentes (muitas vezes ele próprio e seus amigos)!

Eu disse que o início do livro foi um tanto cansativo, né… Justamente porque o autor frisava o tempo todo, em vários parágrafos a personalidade difícil de Jobs, como ele humilhava e depois elogiava as pessoas, que ele dividia as pessoas que conhecia em idiotas ou competentes e por aí vai… Pra mim essa parte foi extremamente cansativa e por isso várias vezes deixei ele de lado para ler coisas mais leves e rápidas.

A surpresa veio definitivamente da metade para o fim, quando a história mais recente de Jobs e sua relação de amor com a Apple começou a entrar nos eixos. E quando sua doença veio com toda força, por mais que ele negasse a realidade. O fato é que Steve Jobs não conseguiu superar o seu campo de distorção da realidade, não conseguiu fugir da sua doença, por mais que tentasse fazer com que todos a sua volta acreditassem que não havia nada demais (e todos vissem o contrário). Mesmo assim ele foi forte, aguentou por muitos anos as complicações da doença, e até por um transplante ele passou! Tudo isso da forma mais discreta possível. E nunca abandonando totalmente seu trabalho na Apple.

O mais curioso pra mim é a forma como ele conseguia fazer as coisas acontecerem, a vontade de correr atrás, nem que seja preciso falar com o Papa! E ele foi atrás de muita gente de alto escalão quando ainda era só um garoto nerd de aparência terrivelmente desleixada. E assim, com essa energia que transbordava e parecia não ter fim que ele construiu o império Apple e colaborou para que também tivessem êxito a Adobe e a Pixar.

 

“Decidir o que não fazer é tão importante quanto decidir o que fazer.”

“Se algo não está certo, não se pode ignorar isso achando que vai dar um jeito depois.”

“A  simplicidade é a máxima sofisticação.”

(Jobs)

Eu realmente não quero contar muito aqui, pois esse livro especialmente merece ser lido do início ao fim sem interferências! Mas vou citar algumas curiosidades em relação à personalidade de Jobs e outros detalhes, pra vocês entrarem no clima e sentirem um pouquinho do que os espera:

Apresentava “atitudes nietzschianas” – as regras não se aplicavam à ele.

Um ato de amizade irreverente: o membro do conselho Larry Ellison participava de pouquíssimas reuniões e para cobrir a falta dele na mesa, Jobs mandou ampliar uma foto de Larry em tamanho natural, colou em um papelão e o colocou sentado na cadeira do cara.

Trecho de uma das peças publicitárias, responsável por reerguer a Apple em 1995/6: “Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo… São as que mudam!

As campanhas sempre enfatizavam a Apple, nunca a pessoa Steve Jobs.

Em 1997, quando Jobs retornou para a empresa, seu cargo era interino (iPresidente) e ele não tinha contrato nem recebia salário. Claro que depois recebeu muita grana de outras formas (ações, negociatas…) e acabou milionário!!!

Muitas pessoas entraram e saíram da Apple em todo tempo de vida de Steve Jobs, todas com colaborações importantíssimas. Algumas permaneceram ao lado dele até o fim, mesmo com o temperamento difícil visivelmente reconhecido e em nada amenizado, nem mesmo pelo câncer. Embora ele fosse a pessoa mais bronca de todos os tempos, no final soube reconhecer aqueles que fizeram um grande trabalho junto com ele… Ainda assim, quem levou o crédito na maioria das criações foi o próprio Jobs.

Agora é com vocês! Quem leu ou pretende ler me conta suas impressões, sempre gosto de ouvir as diferentes versões de interpretação de um livro!

“Ele tem uma capacidade misteriosa de inventar maquininhas que a gente não sabia que precisava, e então de repente não consegue mais passar sem elas”. 

(Daniel Lyons, da Newsweek, sobre o Ipad)

 

Bem, é isso… Espero que tenham curtido a dica!

Beijos,

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

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