Esse livro foi uma indicação de uma queridona que conheci no Instagram, e foi tudo muito rápido, ela indicou, eu passei na livraria, comprei, fui para um café, comecei a ler e já me apaixonei. Livro assim não se encontra em qualquer esquina, e não é sempre que temos indicações tão especiais, né.

A Lista de Brett é uma história linda de uma moça, Bret Bohlinger, que perde a mãe para um câncer e recebe uma condição um tanto quanto inusitada para ter sua parte legal do testamento: ela precisa cumprir uma lista de de sonhos escrita na sua adolescência – e que não sabe como, sua mãe resgatou.

Brett é a filha mais próxima e a que esteve sempre ao lado da mãe, nos bons e maus momentos, inclusive durante todo o tratamento contra a

Bem, quem já escreveu diários ou teve por hábito escrever suas listinhas de sonhos e desejos quando criança ou adolescente, sabe que nossos sonhos são mutáveis e 20 ou 30 anos depois podem parecer absurdos e totalmente sem pé nem cabeça, né… Agora imaginem uma moça independente, com um emprego bacana, um namorado (aparentemente) bacana e uma vida super agitada se deparar com a “obrigação” de cumprir itens de uma lista que já não significam nada (pelo menos ela pensou que não) no momento atual? Uma salada de frutas de sentimentos que se misturam a depressão e ao luto pela perda da mãe.

É como se resgatássemos nossos diários e nos determinássemos a ir em busca de realizar cada um dos itens das nossas listas, vocês conseguem lembrar de alguns? Com certeza lá também haviam alguns bizarros e outros que no fundo ainda podem mexer com a gente, como alguma profissão que sonhávamos em ser quando adultos  e por algum viés da vida não aconteceu, algum namoradinho que não se tornou o pai dos 10 filhos, a casa de três pisos com 10 cachorros no pátio, fazer algum trabalho humanitário em regiões de extrema pobreza ou conflitos armados… As opções são infinitas, né!

Sinopse via Skoob:

Brett Bohlinger parece ter tudo na vida — um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.

Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe — seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis.

Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência. E vai descobrir que, às vezes, os melhores presentes da vida se encontram nos lugares mais inesperados.

Tirando a parte cômica da lista, que inclusive foi riscada previamente pela própria mãe já prevendo que não faria tanto sentido mesmo, a verdade é que alguns itens estão ali para fazer Brett refletir sobre as coisas que deixou de lado, das paixões que abandonou seja pela correria da vida moderna ou por simplesmente ter tomado um rumo diferente. E como todos nós guardamos alguns sonhos que são parte da nossa essência, esses são os que nos emocionarão conforme a personagem tenta riscá-los da sua lista. E é aqui que o romance definitivamente me conquistou e me prendeu…

Imaginem aquelas ideias quase utópicas que temos, desde a vontade de salvar o mundo até algum esporte radical que arrepia até a alma de medo… Quando entramos na nossa “zona de conforto” simplesmente esquecemos dessas vontades, apagamos ou guardamos bem no fundo da memória pra ninguém ter acesso, nem mesmo nós. Brett vai ter que sair da zona de conforto dela muito mais vezes e de forma um tanto dura, e contando apenas com o advogado da mãe (que mais parece um príncipe saído de um conto de fadas e intencionalmente colocado nesse papel por ela antes de morrer) e com o tal namorado que ao que tudo indica não é assim tão parceiro quando nota que alguns itens da lista não o motivam o suficiente (embora tenha se esforçado no início) para lutar ao lado de Brett pela herança.

Assim, o romance vai se desenrolando como um novelo de lã fina, prestes a se romper ao primeiro descuido – ou sonho não riscado da lista no prazo. Alguns serão bem fáceis, outros praticamente impossíveis e ainda existirão aqueles sonhos que irão transformar pra sempre o modo de pensar e viver dessa menina que cresceu  mas ainda guarda sonhos dentro dela. Uma reviravolta no comodismo, nos conceitos, nos valores que fazem até a gente repensar na nossa própria vida e sonhos deixados pra trás.

Só pra citar pra vocês o nível de dificuldade das tarefas, Brett não terá direito a nenhum centavo da herança até cumprir as metas (são 10, descontando as previamente riscadas pela mãe), perderá seu emprego – enquanto os irmãos terão recebido suas respectivas partes, conforme o testamento, o que inicialmente vai parecer totalmente injusto, afinal foi Brett quem cuidou da mãe até seus últimos dias – mas terá direito a morar na casa em que passou a infância por um ano no máximo, de acordo com as regras e as pistas que serão desvendadas pela voz do advogado a cada item cumprido.

Ah, não contei que esse advogado foi contratado com segundas intenções pela mãe de Brett e dará todo apoio emocional que ela não encontra nem nos irmãos, nem no namorado materialista. Sabem aqueles quase romances… que estão sempre por um triz de acontecer, pois leiam por si e tirem suas conclusões românticas!

Acostumados ao que dá menos trabalho ou àquilo que já sabemos fazer bem, esquecemos o quanto é bom arriscar, tentar outras formas de felicidade, resgatar os sonhos mais singelos da infância e da adolescência… Tudo isso tendemos a guardar em um baú bem fechado da nossa memória e só de pensar em resgatar dá calafrios, dá medo. De errar, de se frustrar, de perder algo e não mais recuperar. Só que não nos damos conta de que as vezes algumas perdas são o passo para uma grande transformação, que vai trazer mais satisfação, mais alegria pra nossa vida.

Acho que essa é a principal mensagem desse romance, não nos deixarmos levar pela vida corrida, pelo comodismo e continuar tentando riscar itens da nossa eterna listinha de sonhos.

Assim como a querida Grazi me indicou essa leitura e eu amei, indico para quem ainda não leu…

Leiam, vocês também se apaixonarão!!! ❤❤❤

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

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