Esse post é pra quem ama clássicos, adora musicais (ou não se importa de assistir uma versão musical de um clássico) e tem paciência de sobra para um filme que dura quase três horas!

E me deixem contar que mais uma vez fui traída pela memória, achando que havia feito um post exclusivo sobre o filme {Os Miseráveis}. Não fiz!

E como vi que ele vai estar na programação do Telecine Premium, resolvi avisar vocês… Vai que tem alguém que não conseguiu ir no cinema na época do lançamento ou que espera ansiosamente para ver mais uma vez a performance do Hugh Jackman e da Anne Hathaway e ouvir aqueles diálogos cantados ou mesmo as cenas mais dramáticas com refrões que grudam na caixola e perseguem você até uns bons dias depois.

{Os Miseráveis} é assim: há quem goste. Eu gosto. Gosto de filmes inspirados em grandes clássicos, filmes de época, como também foi Anna Kariênina, filmes baseados (assim como os livros) em trechos da história mundial e não me importo com o tempo que eles duram, suporto bem filmes aparentemente cansativos. Mas não custa avisar, se vocês não tiverem paciência, podem acabar perdendo todo o encanto pela obra!

Então… preparem o sofá, as almofadas, as guloseimas e aquela pequena dose de paciência… Se tiver uma curiosidade insana, tanto melhor!

Te pareceu que o filme é ruim e ficou em dúvida se assiste ou não? Deixa disso, desapega e vai assistir, vai sem pretensão ou com uma expectativa mais baixinha que tudo dá certo! Eu já disse que achei muito bom, diálogos musicados bem distribuídos e ritmados, com figurino e cenário impecáveis e atores só não mais excelentes que os personagens da história original, claro, já que livros x filmes são uma equação que nunca fecha.

Anne Hathaway está maravilhosa, seu papel é delicadíssimo, nas primeiras cenas, principalmente quando ela é demitida da fábrica onde trabalha – e que Valjean é dono – e acaba tendo que se prostituir para conseguir continuar mandando dinheiro para a família que cuida da sua filha. De se emocionar em todas as cenas com ela. Além disso ela canta muitíssimo bem.

Hugh Jackman no papel de Jean Valjean consegue convencer e faz muito bem todas as cenas. Desde sua passagem pela prisão até assumir um novo nome e tentar reconstruir sua vida na fábrica onde trabalha Fantine (Hathaway), onde percebe a demissão injusta dela e faz a promessa de resgatar Cosette da família que supostamente a cuida, mas na verdade embolsa todo o dinheiro enviado pela mãe e explora a menina.

O embate entre Valjean e Javert – desde sua prisão, Valjean é perseguido por Javert que não dá trégua, mesmo sabendo que o homem está reabilitado e totalmente adaptado a nova cidade – é como um carma, quando Valjean acha que finalmente vai poder seguir sua vida, cuidar de suas coisas e dar atenção a filha que ganhou com a morte de Fantine e sua promessa de cuidar de Cosette, Javert aparece para importuná-lo e ameaçar levá-lo de volta à prisão… Segue-se assim por quase todas as cenas.

Do que não gostei: de Russell Crowe como inspetor Javert, o cara é muito fraco, canta mal pra caramba e não harmonizou com os outros personagens. Minha opinião, né! Amanda Seyfried também não me convenceu no papel de Cosette adolescente, mas não chegou a atrapalhar a minha opinião final.

Pra fechar: um rapaz, Marius, (que é por quem Cosette acaba se apaixonando) com ideais de luta por uma França livre – Vive la France! – e um menino levado, Gavroche, encantador, que dá leveza as cenas e nos tira pequenos sorrisos em meio a tensão de uma revolta.

Digo pra vocês que realmente cansa um pouco em algumas partes, a tal reserva de dose de paciência, certo? Acredito que em casa dê pra dividir e assistir em duas partes, pra quem se anima, eu prefiro sofrer tudo de uma única vez.

Importante: quando estreou no cinema, antes de irmos conferir, eu assisti uma versão de 1998, maravilhosa por sinal – e não musical – longo também, mas tão, tão lindo que acabou caindo na minha preferência. E se aceitarem só mais um conselho, tentem assistir os dois, primeiro esse de 98 para entender a história e depois o musical para apreciar a produção musical.

 

Trecho via Acesso Livre:

A adaptação do musical da Broadway, baseado na obra homônima de Victor Hugo, conta uma envolvente história de sonhos desfeitos e amor não correspondido, paixão, sacrifício e redenção na França do século XIX, mas precisamente, no período revolucionário burguês pós-derrota de Napoleão em Waterloo.

Dividido em três tempos históricos – 1815, 1823 e 1832 – antes da Comuna de Paris, Jackman interpreta o ex-prisioneiro Jean Valjean, perseguido por décadas pelo implacável policial Javert (Russell Crowe) por ter roubado um pedaço de pão e ter violado sua liberdade condicional. Anos depois, Valjean torna-se um homem rico e concorda em cuidar de Cosette (Amanda Seyfried, quando adulta), a jovem filha de Fantine (Hathaway), ex-funcionária de uma de sua fábrica, jogada na prostituição e na miséria. É quando as vidas de todos muda para sempre ao mesmo tempo em que nas ruas de Paris os universos dos pobres e dos ricos se afrontavam.

 

Agora, nada melhor que assistir o trailer pra ter uma ideia do que esperar… Esse é o que foi lançado no início deste ano:

Segue também o trailer de 98 (pra mim, o mais encantador) pra vocês compararem:

Pra quem assina TV à cabo, vai passar a versão musical na sexta-feira à noite (13/12/2013). E tem reprise em alguns outros dias e horários, deem uma conferida antes.

É isso, minha dica pra vocês…

Agora, queria saber quem chegou a assistir no cinema e o que achou?

E quem se anima a assistir de novo?

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *