Êeee!!! Tô de volta e pra reestreia do blog:

 Tema novinho em folha,mais moderno, limpo e fácil de navegar (eu acho, me digam vocês depois, ok?) e aparentemente com um novo gás pra escrever! Tomara!

Dica de Filme atrasada, atrasadíssima… mas valendo muito a pena pra quem não assistiu!

Dias depois de ter estreado nos cinemas daqui do sul (isso em setembro) o filme O Tempo e o Vento nós corremos pro cinema, com a expectativa lá no alto!

Sinopse via Adoro Cinema:

Rio Grande do Sul, final do século XIX. As família Amaral e Terra-Cambará são inimigas históricas na cidade de Santa Fé. Quando o sobrado dos Terra-Cambará é cercado pelos Amaral, todos os integrantes da família são obrigados a defender o local com as armas que têm à disposição. Esta vigília dura vários dias, o que faz com que logo a comida escasseie. Entre eles está Bibiana (Fernanda Montenegro), matriarca da família que recebe a visita de seu falecido esposo, o capitão Rodrigo (Thiago Lacerda). Juntos eles relembram a história não apenas de seu amor, mas de como nasceu a própria família Terra-Cambará.

Digo uma coisa, uma coisinha só: Thiago Lacerda arranca suspiros e só por ele já valeu o ingresso. Agora, falando sério, o filme é bom, a fotografia, os cenários que compõem as cenas e o figurino são de tirar o fôlego de tão bem feitos.

A trilha sonora não deixa a desejar também. Fernanda Montenegro está impecável no papel de Bibiana, narrando sua árvore genealógica desde antes de Ana Terra e suas aventuras até o dia do ataque ao sobrado.

Talvez esse seja o ponto em que o filme peca um pouco, pois o desenrolar por vezes é lento, é outra dimensão, quase uma novela. Talvez caísse melhor em uma minissérie na Globo, como já aconteceu com outra versão.

Pra quem não sabe, esse filme foi inspirado em um livro do Érico Veríssimo, e leva o mesmo nome da obra. Veríssimo é um escritor gaúcho de muito talento e grande valor (e pai do Luis Fernando Veríssimo, outro querido escritor daqui da terrinha).

Algumas cenas roubam lágrimas da gente, outras fazem rir… as tiradas do Capitão Rodrigo são espetaculares, num gauchês forçado pra caramba – e justamente por isso, gostei!

Pra quem já leu O Continente ou O Sobrado, algumas passagens fazem a gente voltar no tempo, lembrar de trechos do livro, do casarão, do ataque entre os Amaral e os Cambará, do nascimento da Bibiana. Aí foi onde o filme me conquistou, confesso.

Li O Continente, li Ana Terra e também O Sobrado, todos lá pelos idos de 1990, há 23 anos atrás, e lembrava de quase tudo… me emocionava a cada lembrança… Eu sou muito sentimental com livros mesmo, né!

Gente, apesar de achar que o filme não atendeu minha alta expectativa, ainda assim senti um orgulho imenso do resultado do trabalho que o Jayme Monjardim fez, de todos os detalhes que conseguiu reunir em um longa, da riqueza desses detalhes, da capacidade de misturar tantos personagens (e todos eram importantes) sem nos confundir, do seu olhar sobre as paisagens do pampa gaúcho, da poesia na voz da Fernanda, da dramaticidade de algumas cenas mais pesadas e igualmente bonitas. Orgulho e felicidade.

Recomendo. Assistam. Gaúchos ou não, separem um tempinho de suas vidas pra assistir com carinho, com a mente aberta e se possível com as obras de Veríssimo na mão, pois este é um filme que vai sempre valer a pena!!!

E depois me contem, claro!

Uma ótima semana pra vocês!

 

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *