dicasdefilmesjun15

Mais uma segunda-feira de calor em pleno inverno aqui em Porto Alegre, um despropósito de São Pedro, que perdeu a noção do perigo… Eu adoro sol, mas odeio passar calor e minha maior alegria é o inverno, então vocês imaginam como me sinto sendo privada do frio em sua própria estação, né? Com vocês é assim também, ou são apaixonadas pelo calor escaldante do verão?

Bem, o final de semana foi atípico para nossa rotina e perfeito pra mim, ficamos em casa, arrumamos ela pra ficar bem aconchegante e aproveitei para me desligar um pouco (porque a gente nunca consegue ficar 100% offline, eu não consigo) e fazer uma maratona de filmes franceses, além de literalmente devorar minha última leitura, que por sinal acabei ontem à noite, batendo o próprio recorde de velocidade! E também iniciei uma leitura nova, bem interessante e fluida, sobre a fundadora da Nasty Gal, Sophia Amoruso! Logo escrevo sobre esses dois livros por aqui! ;)

Agora, vamos à lista do que assisti, tenho certeza que a maioria que acompanha no Facebook e no Instagram (os links estão na barra lateral, pra quem ainda não segue… ♥) já assistiu também:

Coco antes de Chanel, de Anne Fontaine (2009)

Uma garotinha é deixada junto com a irmã num orfanato no coração da França, e todos os domingos ela espera, em vão, que o pai volte para buscá-la. Uma artista de cabaré com voz fraca que canta para uma plateia de soldados bêbados. Uma humilde costureira que conserta bainhas nos fundos de uma alfaiataria de cidade pequena. Uma cortesã jovem e magricela, a quem seu protetor, Etienne Balsan, oferece um refúgio seguro, em meio a um ambiente de decadência. Uma mulher apaixonada que sabe que nunca será a esposa de ninguém, recusando-se a casar até mesmo com Boy Capel, o homem que retribuiu seu amor. Uma rebelde que considera as convenções de sua época opressoras e prefere usar as roupas dos homens com quem se envolve.

Esta é a história de Gabrielle Coco Chanel, que começa a vida como uma órfã teimosa, e, ao longo de uma jornada extraordinária, se torna a lendária estilista de alta-costura que personificou a mulher moderna e se tornou um símbolo atemporal de sucesso, liberdade e estilo.

A história de Coco Chanel desde a infância de abandono, passando por momentos humilhantes, decepções, uma paixão que ela nunca imaginou vivenciar e o orgulho extremo da mulher que se tornou um dos maiores (senão o maior) ícones da moda. Um filme delicado sem ser dramático, um retrato biográfico com boa dose de humor, sem perder o encanto e os detalhes mais marcantes da vida de Chanel. Alguém cujos “costumes e regras” da sociedade eram apenas algo a ser superado. Transformado as roupas dos homens com quem se relacionava em peças com um toque feminino sem ostentação nem excessos, vestindo-se sem corpete e na maior parte das vezes, de calças – quase uma afronta às outras mulheres e um tanto assustadora inicialmente, aos olhos dos homens, menos àqueles que conseguiram ver através do orgulho e da determinação dela. Daí para suas primeiras coleções e desfiles, antes fazendo elegantes chapéus para as amigas atrizes e depois para a alta sociedade. Definitivamente, uma mulher de garra, fibra e talento inquestionáveis.

Audrey Tautou no papel de Chanel está impecável, adoro essa atriz, desde Amelie que admiro o trabalho dela. Ela tem a delicadeza e o encanto necessários para incorporar papéis importantes como esse. Na minha opinião, faz muita diferença.

Uma história que vale muito a pena assistir, já é a terceira vez que vejo e sempre me surpreende a carreira e a vida que ela trilhou para si mesma. Está no Netflix e na Apple TV, para quem quiser conferir!

♥♥♥

A Arte de Amar, Emmanuel Mouret (2011)

O que acontece quando nos apaixonamos por alguém? Este é um conto composto por cinco histórias de amor e sexo. Achille (François Cluzet) está bem sozinho, mas acredita que pode viver uma aventura com a sua nova vizinha (Frédérique Bel). Depois dos 50 anos de idade, Emmanuelle (Ariane Ascaride) quer deixar seu marido Paul (Philippe Magnan) para viver novos amores. Vanessa (Élodie Navarre) admite ao seu companheiro que deseja dormir com um colega de trabalho. Zoé (Pascale Arbillot) propõe à amiga Isabelle (Julie Depardieu) que durma com seu marido, e a própria Isabelle acaba ajudando Amélie (Judith Godrèche) a testar a fidelidade de um admirador.

Esse filme é na verdade um conjunto de várias histórias sobre o amor e suas falhas, me lembrou muito Medianeras (um filme argentino independente) e também Para Roma com Amor (do Woody Allen, recomendo muito aliás). São contos que abordam temas variados sobre as relações amorosas, uma comédia tipicamente francesa que pode não agradar à primeira vez por estar longe de ser um longa com inicio, meio e fim e bem distante de ser um romance que te prende, onde você se apega aos personagens, nada ali é bem costurado. Acho que é preciso um outro olhar para entender a ideia desse filme, mais aberto e mais na intenção de se divertir com as tiradas de cada personagem. É mais uma comédia de erros da vida amorosa, um estudo do comportamento francês frente aos obstáculos de um relacionamento – ou da falta dele. No mínimo, curioso! Assistam e depois me contem!

♥♥♥

A Delicadeza do Amor, David e Stéphane Foenkinos (2011)

Nathalie tem uma vida maravilhosa. Ela é jovem, bonita e tem o casamento perfeito. Mas quando seu marido morre num acidente, seu mundo vira de ponta cabeça. Nos anos seguintes, ela foca em seu trabalho, deixando seus sentimentos de lado. Então, de repente, sem mesmo entender o porquê, ela beija o homem mais inesperado — seu colega de trabalho, Markus. Esse casal incomum embarca numa jornada emocional; uma jornada que suscita todos os tipos de questões e hostilidade no trabalho. Podemos de fato escolher a maneira de redescobrir o prazer de viver? Maravilhados com o amor récem-descoberto, Nathalie e Markus acabam fugindo para dar uma chance ao relacionamento dos dois. Esta é uma história de renascimento, mas é também um conto sobre a singularidade do amor.

Mais um filme com Audrey Tautou, não me canso de assistir filmes em que ela atua. É uma menina brilhante, singela, delicada e muito dramática, quase surreal durante a representação dos papéis destinados à ela. Adoro!

A Delicadeza do Amor é um filme muito delicado, traz à tona temas mais delicados ainda. Da descoberta do amor verdadeiro, do casamento, da esperança de uma vida inteira juntos…

O luto precoce que derruba todos os sonhos, a dor que parece não ter um fim, um túnel que não mostra luz nenhuma no final das contas. As dificuldades de abordagem da família, dos amigos, os novos possíveis amores, uma bela confusão, um trabalho novo e a hostilidade do mundo corporativo…

Os preconceitos, culturas que não estamos habituados, o humor ácido, o sarcasmo, as piadas internas, a dificuldade em aceitar novos relacionamentos, o bloqueio causado pela perda de uma pessoa importante na nossa vida…

O comportamento típico da família e dos amigos que não sabem exatamente como chegar, como mostrar que a vida segue apesar das perdas. Reconhecer que já é hora de se despedir do passado e realmente tentar viver o presente e as novidades que se apresentam.

Tatuou atua brilhantemente (sim, não me canso de dizer isso) na pele de Nathalie, tem a leveza e a delicadeza próprias da personagem que interpreta, François é encantador, eles fazem o casal jovem perfeito que espera o futuro com todas as forças e deseja envelhecer lado a lado.

Ao retratar o amor de uma forma mais calma, mas madura até, os diretores conseguiram imprimir um outro olhar para o tema, nada avassalador, nada ousado, simples e calmo, simplesmente.

Quando Nathalie se vê sozinha, afundada no trabalho e conhece Markus, um sueco bem estranho, de poucos amigos e uma auto estima no pé, ela sem pensar muito nem mesmo lembrar depois, o beija. Isso abre as portas da imaginação de Markus, dando esperança sobre algo que nem foi compreendido ainda.

Daí pra frente, recomendo que vocês assistam e se deliciem com os altos e baixos dessa descoberta, da maneira sublime com que o romance vai se desenvolvendo. As tiradas sutis e sinceras de Markus, suas observações e sua visão do amor, seu olhar “sueco” acerca do amor que sente e os desafios dele e de Nathalie para superarem as diferenças apontadas pelos outros são o tempero que faz a gente não querer parar de assistir ao filme.

♥♥♥

Bem, esses foram os filmes franceses da minha maratona do final de semana… Ainda assisti, por indicação da minha amiga Kaká, do Coisas que eu gosto, Um ano na Champagne, um documentário magnífico sobre o cultivo de uvas e a produção de champagne na região norte da França! Recomendo tanto quanto Um ano da Borgonha!

Todos no Netflix, divirtam-se e depois me contem o que acharam!

Uma ótima semana!!!

Beijos,

Signature_Nine

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

2 comentários

Karla Keunecke · 10 de agosto de 2015 às 20:50

Amiga, adorei ler as tuas impressões sobre os filmes da Tatou!! Tenho mais um para indicar que está no netflix! Amar… Não Tem Preço! É uma com;edia romântica bem divertida e engraçadinha! Nada de espetacular, mas uma gracinha!

A Arte de Amar ainda não assisti, fiquei curiosa! Quero ver!

Adorei que gostaste do filme da Champagne que vi por causa do Ano da Borgonha, que me indicaste e ameiiiii!

beijos, amiga, teu blog está cada dia melhor! :)

    Nine Copetti · 10 de agosto de 2015 às 22:07

    Ah, mais um pra lista! Adoro… Sabe que passo um trabalho pra buscar filmes no Netflix! Com os nomes fica bem mais fácil! Já vou colocar esse na lista para a próxima folga! Eu adoro as comedias românticas francesas, elas tem um charme único, que as hollywoodianas não tem!
    A Arte de Amar é por aí também, parece uma comédia de erros amorosos! Não é surpreendente, mas é engraçado ver como os parisienses se comportam com relação ao amor!
    Guria, eu terminei o “Um ano na Champagne” doida por uma! Hahaha! E a gente aprende tanto, né? Eu adorei os dois! Nossa troca de dicas está rendendo!
    Obrigada pelo teu carinho e apoio! Adoro quando comentas!

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