Lembram do My French Film Festival?

Bem, eu não consegui assistir todos os 20 e poucos filmes, mas tem um (na verdade, dois – mas eu faço outro post sobre o segundo outro dia) que queria muito compartilhar com vocês: Henri Henri!

Um longa muito bem feito, com uma história sensível, surreal em alguns momentos, cômica em outros. Nos remete um pouco às cenas de Amelie Poulain, nos permite viajar sem escalas por um mundo onírico, mágico e singelo que é o do ser humano que guarda a ingenuidade consigo, sem se deixar corromper pela sociedade.

Henri é um menino que vive em um orfanato desde que o pai abandonou a família (aquela história de sair pra comprar cigarros sem nunca ter fumado), e que a mãe morreu – eletrocutada ao instalar a estrela na árvore de natal (sempre um momento de presságios para ela)!

Henri tem verdadeira paixão pelas lâmpadas, ou melhor dizendo, pelo talento que ele considera um dom, de trazer luz ao mundo! Aprendeu a atividade e toda vida, no orfanato ou na vizinhança, isso é o que faz de melhor!

Alguns meninos zombam dele, mas ele segue firme no seu propósito de iluminar a quem quer que precise.

Henri nunca viveu fora do orfanato, a vida que ele conhece é a das aulas, das atividades internas e da sua “missão”! Só que ele está crescido, já é um homem em toda sua ingenuidade. E o orfanato está a venda e ele precisará sair dali, enfrentar o mundo e as pessoas!

E o mundo lá fora é muito diferente do que ele imagina, tem suas estranhezas. Ele aluga um apartamento e tenta se adaptar como pode em meio à tanta novidade! Sai em busca de emprego, e sua primeira oportunidade é em uma loja chamada Aladin (o gênio da lâmpada, imaginem!)… Daí para diante, ele faz amigos sinceros que o ajudam tanto quanto ele, com sua presteza! Conhece pessoas diferentes, suas peculiaridades, suas curiosidades.

De repente seus olhos encontram os olhos perdidos da moça que fica na bilheteria de um cinema pornô. Ele demora a perceber porque ela não dá atenção à ele. Passa todos os dias na frente da bilheteria, até compra ingressos (sem saber que tipo de filme passam, santa ingenuidade, né), e tenta abordar a moça algumas vezes, salvando-a até de um homem insistentemente abusado! Até se dar conta de que a moça na verdade é cega! E ele liga os pontinhos da sua missão e nota que seu dom não serve de nada para devolve-la sua visão.

 

 

Sinopse:

Órfão esquecido por todos, tímido e retraído, Henri preserva os lustres e luminárias do convento onde vive desde a sua infância. Forçado um dia a sair dos muros protetores da instituição, o jovem entra logo num universo estranho para ele. Impulsionado por uma inocência cândida, ele tentará tirar da escuridão aquelas pessoas que, como ele, estão isoladas. Especialmente, tentará reavivar a chama no coração de Hélène, a bela moça que trabalha como caixa e que vive num mundo escuro e sem luz e por quem nutre uma paixão secreta.

 Trailer:

Um filme feito com tanta sensibilidade não pode passar despercebido, assistam assim que puderem. Uma pena que o festival acabou tão rápido, mas acho que logo logo vai estar disponível para assistir!

O mais bacana nessa história é que embora seja um rapaz tímido, sem as experiências e influências mundanas negativas, Henri sai da sua zona de conforto e vai buscar compreender e ajudar outras pessoas “invisíveis” como ele. Aos poucos, faz amizades verdadeiras e recíprocas, transformando a vida daqueles que vai conhecendo… Assim, ele próprio tece sem perceber laços profundos de amizade e de solidariedade. Fora isso, ainda nutrindo sem reservas seu amor por Hélène, ele acaba se dando conta de que nem tudo é fácil, ao mesmo tempo em que demonstra acreditar no melhor até o fim. Um filme para assistir com o coração.

PS: A cena em que ele reconhece o pai é muito interessante, observem.

Mais um pra lista de filmes que tocam a alma.

PS2: Eu não descobri onde tem para assistir depois do festival, não tenho mais Netflix e pela Apple TV ainda não tem, então, se alguém souber, deixa a dica nos comentários, please!!! ;)

Uma ótima sexta-feira pra vocês,

Beijão,

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  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

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