Há um tempo atrás recebi uma dica de filme pelo Facebook, da querida amiga Kaká, do Coisas Que Eu Gosto, que me deixou no mínimo curiosa. Bem classificado, bem falado… Eu precisava assistir o quanto antes, então num domingo alugamos pelo Apple TV (e acho que tem no Netflix também) e finalmente pude tirar minhas próprias conclusões!

O filme A boa mentira (ou “The Good Lie) resgata a historia dos “meninos perdidos”, órfãos de guerra do Sudão, na África. Traz Reese Whitherspoon como Carrie, uma agenciadora de empregos que ajuda a abrigar e conseguir colocação desses meninos no mercado de trabalho americano. Filme tocante, chocante, lindo e ao mesmo tempo assustador. Nos faz repensar toda a vida que levamos, rever nossos verdadeiros valores e acreditar que o mundo ainda tem jeito, mas que para chegar lá é preciso caminhar muito!

Deixo esse release que diz exatamente como o filme é (via Cinecartaz):

Sinopse:

Entre 1983 e 2005, durante os terríveis anos da Guerra Civil que assolou o Sudão, estima-se que mais de dois milhões de pessoas tenham perdido a vida. Em busca de abrigo, um sem-número de famílias deixou as suas casas e seguiu em direção a campos de refugiados. Devido à situação caótica em que viviam, perto de 27 mil crianças foram separadas dos pais, fazendo o trajeto sozinhas. Eram estes os “lost boys/girls”, crianças de todas as idades que, fugindo dos perigos e, muitas vezes, acompanhadas pelos irmãos, percorriam milhares de quilometros para alcançar os campos. Alguns anos mais tarde, um esforço humanitário levou para os EUA algumas destas crianças.
1993. Mamere e Theo são filhos do chefe de uma pequena aldeia no Sul do Sudão. Quando um ataque das milícias destrói toda a aldeia e mata seus pais, Theo é forçado a liderar um grupo de jovens sobreviventes e levá-los para um lugar seguro. Nesse árduo percurso, vão encontrando outras crianças em fuga. Entre elas está Jeremiah, de 13 anos, um rapaz inteligente e destemido que os ajuda a chegar com vida ao campo de refugiados de Kakuma, no Quênia. Anos mais tarde, Mamere, Theo e Jeremiah têm a oportunidade de deixar o campo e de se estabelecerem na América. Ao chegarem a Kansas City, no Missouri, são recebidos por Carrie Davis, que foi incumbida de os ajudar a retomar as suas vidas. Para ela, esta será uma oportunidade de perceber como a generosidade e o despojamento podem fazer realmente a diferença na vida de alguém.
Com argumento de Margaret Nagle e realização de Philippe Falardeau (argumentista e realizador de “Monsieur Lazhar”, nomeado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro), uma história dramática baseada em fatos reais que conta com Reese Witherspoon como protagonista e com os atores Emmanuel Jal, Arnold Oceng, Ger Duany e Kuoth Wiel, alguns dos quais viveram de perto a experiência mostrada no filme.

Mais atual impossível, visto que o Brasil tem recebido muitos refugiados de guerras civis que ainda acontecem em algumas partes da África. E lidamos quase que diariamente com essas pessoas espalhadas pelas capitais em busca de colocação no mercado de trabalho, de lugar decente pra morar, de tentar preservar um pouco da sua cultura mas ao mesmo tempo fazendo um enorme esforço para se integrarem a cultura da qual agora estão vivendo. É mais real que cinematográfico, é trágico, é pesado, difícil.

Aqui perto de casa há uma família (incluindo uma criança) de refugiados. Eles tiveram a sorte de conseguir trabalho, moradia em um lugar relativamente tranquilo e tentam todos os finais de semana reavivar um pouco dos seus costumes, é bonito de ver porque eles demonstram força e muita fé em dias melhores. Sabem o que deixaram pra trás, têm suas marcas, duas dores que ninguém além deles mesmo consegue entender.

Da nossa parte basta respeitar e auxiliar no que for possível para que se sintam bem recebidos e consigam reconstruir suas vidas, juntar seus cacos. Sabemos que nem todos tem a mesma sorte, alguns acabam nas periferias, se envolvendo com pessoas erradas, entrando para o mundo da violência, das drogas, não conseguindo trabalho nem teto e é nisso que precisamos ficar atentos. Assim como nós muitas vezes temos o sonho de mudar para um país melhor, mais sério e empenhado na luta pelos seus cidadãos, imaginem o quanto o Brasil é importante nessa transição para as pessoas que vem pra cá em busca dessa mesma mudança! Para cada um deles, seja nos EUA ou aqui, o mais importante é a esperança que carregam de uma vida longe da guerra e das barbáries que a acompanham.

Assistam e tirem suas próprias conclusões!

Ah, e depois voltem pra me contar o que acharam, ok?

Um ótimo domingo!

 

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

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