Uma pequena homenagem em forma de poesia para todas as mães que passarem por aqui… As mães de sangue, de alma, de coração, as que já são há tempos, as que ainda serão, as mães de gatos, de cachorros! Esqueci alguém?

Também uma homenagem àquelas que já viraram estrela no céu e que estão presentes na saudade (minhas duas avós já se foram).

À minha mãe, principalmente, pela vida inteira de força, determinação, garra, coragem de viver e criar três filhos, dando a cada dia o seu melhor, nos educando, nos ensinando a ser pessoas melhores, nos defendendo e nos mostrando ajudando a entender esse mundo doido.

Por seus dias atarefados e suas noites em claro, pelas madrugadas indo nos buscar nas festas, pela confiança – ou pelas advertências, por saber tudo antes de acontecer, por prever os perigos e nos alertar, por sempre saber tudo o que é melhor pra nós. Por nos livrar das más amizades, por nos cuidar quando estamos doentes, por nos puxar a orelha quando pisamos na bola, por nos preparar aquele doce favorito quando estamos vindo de longe visitá-la. Porque nós três moramos longe e a saudade bate um pouquinho todos os dias. E porque nas datas especiais sempre conseguimos reunir todo mundo em casa! E isso é muito bom!

Obrigada quando aos cinco anos eu implorei pra visitar a professora da escola porque queria estudar e a senhora me levou lá mesmo sabendo que eu não teria idade pra começar. Obrigada por me mostrar o caminho dos estudos, por me ensinar que precisamos ser alguém no mundo e que pra ser esse alguém é preciso se esforçar muito e fazer valer a pena nosso esforço. Obrigada por todo esforço feito para que eu pudesse concluir meus estudos e finalmente alçar voo, indo em busca de um futuro melhor na capital. Por estar presente sempre, mesmo estando longe.

Por mais que pense ter feito pouco, fez tudo e além. E continua fazendo ao torcer para que tudo dê certo para nós três! E tem dado certo, cada um seguiu seu caminho, trilhou suas estradas mas jamais esqueceu o caminho de casa.

Muito amor e gratidão por tudo. ♥♥♥

Por que Deus permite
Que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite
É tempo sem hora
Luz que não apaga
Quando sopra o vento
E chuva desaba
Veludo escondido
Na pele enrugada
Água pura, ar puro
Puro pensamento
Morrer acontece
Com o que é breve e passa
Sem deixar vestígio
Mãe, na sua graça
É eternidade
Por que Deus se lembra
– Mistério profundo –
De tirá-la um dia?
Fosse eu rei do mundo
Baixava uma lei:
Mãe não morre nunca
Mãe ficará sempre
Junto de seu filho
E ele, velho embora
Será pequenino
Feito grão de milho

Drummond de Andrade

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

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