Imagem: Pinterest

Peraí, deixa eu tirar umas poeirinhas daqui e dali… Pronto!

Ah, ando bem atrasada com os posts por aqui, né… Eu sei, a vida anda daquele jeito, muito trabalho, muito estudo, normal, como a maioria mundo afora!!! Faculdade na reta final, pouco tempo pra estudar e menos tempo ainda pra vir aqui escrever pra vocês. Dois livros por resenhar (O Idiota e Cidades de Papel) e um lugar divino que quero apresentar pra vocês assim que as coisas se acalmarem!

Bem, voltando ao assunto do título do post, hoje é comemorado o Dia Nacional da Poesia – em justa homenagem à Castro Alves “o poeta dos escravos”, no dia de seu aniversário – e como eu sou uma apaixonada por essa arte tão linda, tão diversa, tão… poética, resolvi escrever pelo menos algumas palavrinhas aqui no blog, vocês sabem né, pra não passar em branco e ao mesmo tempo relembrar algum poeminha gostoso.

Eu não sei vocês, mas eu era daquelas que sempre adorava ficar criando poemas sobre tudo na escola, sobre comida, sobre pessoas, sobre animais, sobre Airton Senna, sobre a Xuxa (puxa, isso faz tempo)… o tempo passou e continuei escrevendo, hoje bem menos do que gostaria, mas às vezes ainda brinco um pouquinho… dia desses fiz uma “ode ao tomate”, declamei para os colegas do hospital e fui aplaudida efusivamente… Eu me divirto com isso!!! E não, não vou escrever aqui… apaguei logo em seguida a leitura, uma poesia que homenageia um tomate é no mínimo perigosa!

Agora vou falar sério… poesia de verdade, de gente grande, grande e ilustre como foi Castro Alves.

Deixo a minha favorita:

Fados contrários

NUM ÁLBUM

DIZ À FLOR a borboleta:
“Vamos, irmã, tudo é luz!
Há muito prisma doirado
Que pelos ares transluz…
Tuas pétalas são asas…
Das nuvens nas tênues gazas,
D’aurora nos seios nus
Tens um ninho entre perfumes…
Vamos boiar, entre lumes
Desses páramos azúis”.

A linda filha dos ares,
Responde a silvestre flor:
“Eu amo o gemer das auras
E o beijo do beija-flor…
Se és do céu a violeta,
Sigo um destino menor.
Buscas o céu — eu a alfombra,
Queres a luz — quero a sombra,
Pedes glória — eu peço amor.

Castro Alves

E fico por aqui, deixo vocês com essa poesia linda (pra quem gosta) e fico devendo (me cobrem) os outros posts… Assim que as coisas se acalmarem por aqui volto com tudo de novo, ok!?

Um ótimo final de semana pra vocês…

Beijos,

  Ei, curte aqui, vai! :(

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

1 comentário

Poesia é Vida – Desanuviamentos · 16 de março de 2017 às 11:11

[…]  poeta do movimento romântico, pelo dia de seu aniversário. Escrevi sobre a data aqui também: 2014, 2013. Infelizmente, ninguém levou à sério o projeto de lei que oficializava a data e ele foi […]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *