Quem me acompanha por aí sabe da minha paixão pelo Café República, uma cafeteria muito amor que  fica no bairro Cidade Baixa, aqui em Porto Alegre. Sempre que posso (e posso bem menos do que gostaria) estou “batendo ponto” por lá, vide todas as fotinhos publicadas no Instagram, né:

O fato é que no finalzinho do ano passado eles nos presentearam com uma grande novidade: uma nova casinha. Na verdade, um casarão lindo que foi todo restaurado e abriga no andar de cima um escritório de arquitetura muito bacana, Hype Studio – que foi o responsável pelo convite para que o Café República se juntasse à eles, ocupando o andar térreo. Inclusive o projeto arquitetônico foi todo desenvolvido por eles e é de cair o queixo de tão lindo e modernoso que ficou!

Assim o café ganhou identidade nova, novo foco (ainda sobre cafés, mas bem mais “séria” a coisa toda) e para diferenciar da “casinha” romântica, com aquela pegada mais intimista e aconchegante do nº 38, a casa nova foi batizada de Café República CUP. E não sai daí que já vou explicar melhor!

Gente, o Café República CUP veio para “multiplicar a cultura do café de qualidade, selecionar o melhor de cada grão, apresentar novos métodos de preparo, uma loja especializada e cursos para você ter um bom café em casa, no trabalho e onde quiser“, então, assim, eu já me apaixonei de cara e só não digo que amo mais que a “casinha” (a primeira unidade) porque né, foi onde tudo começou e é onde a gente vai sempre chegar quando quiser um lugar mais amorzinho, afinal, tem lugar cativo no coração – mas é claro que o CUP vem pra transformar completamente o nosso conceito sobre lugares para beber e aprender sobre cafés  na cidade, fazer com que a gente apure o olhar e o paladar ao mesmo tempo em que se sente em casa e isso é o mais bacana. E pra quem não lembra ou não viu (eu postei lá no Instagram na época da inauguração (nem parece que ainda é um bebê cafeteria, passando tão rápido o tempo):

E o mimo veio em forma desse convite lindão que vocês veem aí na foto de cima, com uma polaroid de um momento meu no Café República “Casinha” (carinha de OMG + ♥ aqui) + coador de pano com suporte para xícara + marcador com instruções sobre o café coado + café moído já com os novos grãos escolhidos pelo Eurico – que agora é barista senior, e isso não é qualquer coisa, gente!

Olhem só – e me digam se não tenho razão de ser loucamente apaixonada por esse lugar? – a delicadeza e a criatividade do convite, gente!!! Se não é pra amar infinitamente essas pessoinhas todas que fazem parte do Café República, desde os queridões Kerlen e Eurico, que estão sempre com as ideias a mil, pensando em cada detalhe e garimpam não só ideias por aí, mas sugestões dos clientes/amigos que acabam se sentindo mais em casa ainda – e afinal de contas, sem a coragem e a ousadia desses dois (e uma dose daquele ditado “se der medo, vai com medo mesmo”), nossos amados cafés não existiriam; passando por toda a galerinha da equipe mais amor que existe (inclusive os que já voaram para outras paragens e deixaram saudades) e claro, a guriazinha doce e mais conectada com o coração das pessoas que conheço, a Élin, que ficou justamente com a missão de criar essas lindezas em forma de convite que, muito mais que comunicar a inauguração de um novo lugar,  convidam para celebrar tudo aquilo que o café é capaz de provocar quando reúne pessoas.

Um pacote de coisas boas e de gente super competente e do bem que, juntas, são mais fortes e fazem acontecer, mesmo sabendo que “não vai ser bolinho” e que os bastidores ocultam etapas que são alicerces para quando a gente chegar e nossos olhos enxergarem o que vemos hoje quando entramos no CUP!

⇒ Pra quem ficar curioso e interessado pelo trabalho lindo da Élin, já vai abrindo uma aba extra aí pra ver o portfólio inspirador!

De volta: quando abri minha sacolinha (e nem sabia direito ainda do que se tratava) só pude suspirar e encher meu peito de amor e orgulho imenso por conseguir ver ali naquele gesto e naquele convite não só mais um café querido da minha cidade, mas pessoas queridas que já se tornaram amigas, crescendo, sem medo da crise, e surpreendendo cada vez mais. Muito mais que o convite em si, a forma como ele foi pensado, planejado e entregue aos convidados me fez refletir no quanto essas ações aproximam a gente, o quanto as relações entre os clientes e o café são saudáveis e deixam o próprio ambiente bem mais agradável de se frequentar. Em um tempo que se fala tanto em relações líquidas e modelos de negócios engessados, esse outro olhar sobre o “cliente” e sobre os “colaboradores” é uma semente que vale a pena ver sendo plantada e bem cuidada.

Eu sei que esse texto tá ficando imenso, me perdoem… E continuem lendo! Obrigada.

A pré-inauguração aconteceu numa manhã de sábado bem primaveril, com aquele solzinho que chega devagar, daqueles dias que te contagiam desde a saída de casa. Combinei com a Mari (@mary_poulain no IG) uma das minhas amigas parceironas de café, de nos encontrarmos ali no comecinho da feira orgânica da Redenção. Atravessamos toda a feira em direção ao Café que fica do outro lado da João Pessoa, ali na rua mais linda do mundo (a Rua da República, claro!) trépidas e fagueiras e super curiosas pelo que iríamos encontrar – a gente não tinha nem ideia do lugar, nem da fachada, nem do interior: tudo era surpresa!!!

Como os dois cafés ficam na mesma rua, com uma quadra de distância um do outro, fizemos um pit-stop na “Casinha” pra dar um olá pras gurias que estavam trabalhando. Dali partimos para o tão esperado encontro com a “Casinha CUP”. Entramos, fomos recebidos e convidados a conhecer cada cantinho. E transbordamos de felicidade e sorrimos de orelha a orelha e suspiramos. Muito. Simplesmente os olhos não davam conta de tudo.

Voltamos pra rua, paramos pra contemplar a fachada e a ficha não caia. Era lindo o café. Era linda a casa. Era antiguinha e toda restaurada. Era perfeita. Os janelões nos fizeram suspirar de novo e a porta nos fez suspirar (sim, também)! Somos dessas, né, Mari!?

Acima: no dia da pré-inauguração.

Acima: alguns dias atrás, já com as mesinhas na calçada.

Entramos de novo, mais calmas. Mesmo assim: mais alguns 239283747236 suspiros. O ambiente era mais que lindo, era moderno, com uma pegada totalmente diferente de tudo que já  vimos. Os janelões que nos encantaram da rua trazem uma luz meio mágica pro ambiente, que transporta a gente pra bem longe, nos faz viajar sem sair do lugar. Um ar cosmopolita, meio novaiorquino, meio berlinense… uma pegada industrial e aquela parede branca com tijolos à mostra só faz quem entra ali se apaixonar mais e mais.

A bancada é mais que um convite: pra encher nossos olhos, todos os métodos de preparo de café inimagináveis para experimentar, aprender, comparar; entre eles (os baristas ultra sabidos Eurico e Elane é que manjam de todos os paranauês dessa bancada cafeinada) os meus favoritos até o momento (porque ainda não experimentei todos, né) – a V60, a Kalita ♥ e a Aeropress!

Fomos apresentadas aos poucos a cada detalhe da casa que ainda tinha aquele cheirinho de novo, a bancada de trabalho com vista pra calçada, a sala de reuniões e futuros workshops sobre café e sobre o que mais der na telha de quem ame um bom café enquanto aprende algo novo, o corredor lateral com acessibilidade para cadeirantes e mesinhas ao ar livre. Isso sem contar as prateleiras com os acessórios para loucos por cafés (who?).

Tietando a Kerlen, sócia do café e a mulher mais cheia de energia e força de vontade que já conheci!

O novo Café Republica CUP vem pra nos presentear com esse ambiente moderno e super antenado no que tem de melhor pelo mundo dos cafés. O convite agora se estende para qualquer pessoa curiosa por cafés especiais e por métodos diferentes de preparo, Essa experiência com a bebida, com a possibilidade de estarmos próximos dos experts, de sentar ali no balcão, de frente para os baristas e conversar com eles, enquanto assistimos o preparo e ouvimos atentos as explicações sobre cada método, cada detalhe do processo, isso não tem preço, é um momento único pra quem ama café ou está começando a se apaixonar!

Nas mesas, a vivência não é muito diferente. A galerinha que atende a gente também já é expert e dá uma aula enquanto prepara o nosso pedido. Sim, ali mesmo. Eles chegam com uma caixinha cheia de apetrechos – balança, café moído, chaleira, copos… E a explicação é sempre linda de acompanhar, inclusive por curiosos das mesas ao lado ou por quem já ouviu algumas vezes sobre o método, mas sempre pede pro pessoal “porque já esqueceu, como é mesmo?”. Tem os que espicham os olhos pra ver o que está acontecendo e já pedem algo parecido. É assim que essas experiências e o princípio do CUP vão se espalhando e fazendo cada vez mais adeptos nesse universo.

Acho que é bom lembrar que a vida de um coffee addict não é só beber cafés, quase sempre rola um acompanhamento. O cardápio do CUP é um pouquinho diferente da “Casinha” mas tão delicioso quanto por lá. Eu ainda não consegui provar tudo, é um desafio a ser cumprido. No dia provamos pães de queijo, bolos e o sanduíche especialidade da casa: o República 358. A mil folhas também não fica nada pra trás, ela derrete na boca. Apenas peçam e se deliciem.

Quando uma cafeteria tem foco nos métodos e nos grãos é legal que o nosso foco enquanto aprendizes esteja realmente no café que vamos experimentar, até para deixar o paladar mais limpo e sentir verdadeiramente o sabor e a textura de uma bebida que passa bem longe e acima do que estamos acostumados a beber na casa da vó e em casa mesmo. O mesmo vale sobre adoçar. Há controversas e gente super radical, mas o mais interessante é a gente ir percebendo que um café de verdade, sem as impurezas de um grão comercializado em grande escala, é naturalmente doce. E é bem bacana ver as pessoas deixando de lado o hábito de adoçar e reconhecer que, sim, a bebida é tão suave e saborosa – até mais – quando esquecemos que existe o artifício do açúcar. Tudo isso só para que vocês não estranharem (principalmente os marinheiros de primeira viagem) as mesas sem açúcar ou adoçante! ;)

Fotos das comidinhas? Temos:

E fotos do banheiro mais lindo da Cidade Baixa? Temos, claro:

É, deu um textão e tanto, levando em conta o tempo que levei pra escrever e o tanto que atrasei em publicar – lá se vão quase três meses da inauguração – e se vocês chegaram até aqui já devem estar com sede de café… Eu recomendaria fechar a página e correr pra lá. Agora! Já!

 

Café República CUP

InstagramFacebook

Rua da República, 358 Cidade Baixa – Porto Alegre

(51) 3573-8177

 

 

 

2 pessoinhas leram, curtiram e recomendam este post!

Nine Copetti

Dizem por aí que já nasci com um livro embaixo do braço. Ando pelas ruas com o olhar pro alto a procurar nuvens que sejam algodão doce e passarinhos que versem sobre o dourado lindo do sol que chega de mansinho. Desanuvio meus pensamentos em palavras que se tornam meus textos de escape, faça sol ou chuva. Nos dias de chuva eu capricho mais. Dizem.

2 comentários

Ana Paula · 2 de fevereiro de 2017 às 00:27

Que café maravilhoso!
Estou encantada…
Li todo o post e adorei! :-)
Bjks

    Nine Copetti · 4 de fevereiro de 2017 às 20:30

    Ana, o lugar é o melhor de POA, há tempos não encontrava um lugar tão completo, em atendimento, qualidade, queridice e lindeza! <3
    beijão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *